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Especiais Selectus nº 6164

NZ$ 8 – Preço do leite ganhando força

Leite/NZ –O Rabobank se juntou ao grupo de processadores de leite e bancos que projetam o preço do leite a NZ$ 8 – o maior valor para uma nova temporada.

Fonte: Fonte: Dairy News – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Imagem de Free-Photos por Pixabay
NZ$ 8 – Preço do leite ganhando força

No último mês, a Fonterra anunciou para a temporada 2021-22 um preço na faixa entre NZ$ 7,25 a NZ$ 8,75/kgMS, com o ponto médio em NZ$ 8/kgMS, [R$ 2,14/litro], um recorde na abertura de uma estação. .

A Synlait anunciou NZ$ 8,00 como preço para a abertura, o banco Westpac também, enquanto que o banco ASB projeta NZ$ 8,20/kgMS.

A analista sênior do RaboResearch, Emma Higgins, disse que a demanda de importação de lácteos pela China se mantém forte e a oferta global encontra-se estagnada.

“A China continua comandando o comércio global, e seu apetite por saudáveis lácteos importados nos últimos meses atuou como o principal pilar na sustentação dos preços este ano até agora. A demanda na China está sendo impulsionada pela recuperação contínua dos serviços de alimentação e canais do varejo – com a demanda nesses canais agora perto dos níveis antes da pandemia – e esta sede por lácteos importados ajudou a manter o preço do leite ao produtor em uma trajetória mais elevada em diversas partes do mundo”.

O relatório Trimestral dos Lácteos do Rabobank diz que colaborou com os elevados preços dos lácteos, o baixo crescimento da oferta nas principais regiões exportadoras durante o primeiro semestre do ano.   

“O fluxo na recente primavera europeia foi fraco e, embora a produção na Nova Zelândia, Estados Unidos da América (EUA) e América do Sul tenha sido positiva, o aumento de preço da ração nos últimos meses foi um fator que restringiu o crescimento da produção global de leite”, disse Higgins.

Ela acredita que os preços das rações permanecerão elevados até o final de 2021.

Como resultado, o crescimento da oferta de leite nos BIG 7 exportadores (EUA, União Européia, Nova Zelândia, Austrália, Uruguai, Brasil e Argentina) deverá crescer 1,3% no segundo semestre de 2021.

Apesar da revisão para mais da previsão do preço do leite ao produtor na Nova Zelândia, Higgins disse que o banco tem a expectativa de que haja enfraquecimento da demanda importadora da China na segunda metade do ano.

“A produção de leite da China cresce continuamente, aumentando o risco de que a oferta ultrapasse o crescimento do consumo, adicionando mais pressão sobre o nível dos estoques. Isso, por sua vez, pode mudar o padrão de compra da China e ter implicações negativas nos preços das commodities lácteas”, disse ela

“Prevemos que uma demanda mais fraca da China terá impacto nos preços das commodities ao longo da temporada. Acreditamos, no entanto, que a queda na demanda deverá ocorrer depois do pico da produção na Nova Zelândia”.

Existem outros problemas no horizonte, incluindo os atrasos nos embarques provocados pelo Covid-19.

O relatório diz que os problemas persistentes no transporte global e novas ondas de variantes do Covid-19 têm potencial para provocar uma disruptura nos mercados globais de lácteos e configurar fatores adicionais a serem observados no segundo semestre de 2021. O relatório diz que os produtores, de um modo geral, estão otimistas em relação à nova temporada iniciada em 1º de junho.  

Acesse aqui a matéria na íntegra 

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