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Especiais Selectus nº 6177

Perspectivas Agrícolas OCDE e FAO 2021-2030 – Introdução – Parte I

Perspectivas OCDE-FAO - Depois de uma descrição de hipóteses macroeconômicas e de políticas públicas correlatas, este capítulo apresenta as principais conclusões das Perspectivas Agrícolas.

Fonte: Fonte: FAO – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: FAO
Perspectivas Agrícolas OCDE e FAO 2021-2030 – Introdução – Parte I

Ele destaca as projeções da produção, do consumo, do comércio e dos preços de 25 produtos agrícolas no período que vai de 2021 a 2030.

O crescimento da demanda de produtos agrícolas deverá desacelerar no decorrer do próximo decênio e o principal impulsionador será o crescimento demográfico.

A desigualdade e o crescimento da renda, bem como as preferências culturais influenciarão a alimentação e nutrição, explicando as diferentes e persistentes formas de consumo entre os países. A desaceleração do crescimento da demanda de produtos agrícolas de base deverá acompanhar lado a lado os ganhos de eficiência na produção vegetal e animal, mantendo os preços reais em níveis relativamente inalterados. O comércio internacional continuará sendo essencial para a segurança alimentar em países importadores de alimentos e para a subsistência de populações rurais nos países exportadores. No decorrer do próximo decênio, a variação das condições meteorológicas, pragas em culturas e doenças dos animais, evolução dos preços de insumos, eventos macroeconômicos e outras incertezas se traduzirão em desvios nas projeções.

Introdução

As Perspectivas agrícolas da OCDE e FAO 2021-2030 são o resultado da colaboração entre a Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). As Perspectivas apresentam um cenário de referência coerente na evolução dos mercados de produtos agrícolas e de pesca nos níveis nacional, regional e mundial para o período que vai de 2021 a 2030. Este cenário de referência leva em consideração o conhecimento do mercado de commodities, de políticas públicas e dos países que participam das duas organizações. Os países membros que fornecem colaboração e os organismos internacionais especializados em commodities.

As projeções de referência são estabelecidas com a ajuda do modelo Aglink-Cosimo da OCDE e da FAO, que relaciona os diferentes setores e países estudados de forma a assegurar uma coerência e equilíbrio global entre todos os mercados. As projeções apresentadas no Perspectivas refletem as condições atuais dos mercados (sintetizadas no Gráfico 1.1), bem como as hipóteses relativas à evolução da conjuntura macroeconômica, da situação demográfica e de políticas públicas, que são descritas em detalhe na seção 1.2.

O cenário de referência das Perspectivas agrícolas da OCDE e FAO serve de ponto de partida para um planejamento prospectivo de políticas públicas, e a utilização do modelo Aglink-Cosimo que o sustenta permite proceder a uma análise por simulação, incluindo avaliação das incertezas quanto à evolução dos mercados. Uma apresentação detalhada do método utilizado para estabelecer as projeções assim como outras informações sobre o modelo Aglink-Cosmo estão disponíveis no link: www.agri-outlook.org/fr/

As Perspectivas agrícolas da OCDE e FAO comportam quatro grandes partes:

- Parte 1 – Mercados agrícolas e alimentares: tendências e perspectivas.

Depois da descrição de pressupostos relativos à conjuntura macroeconômica e políticas públicas que afetam as projeções (seção 1.2), este capítulo apresenta as principais constatações das Perspectivas Agrícolas. Estabelece projeções e fornece uma visão geral dos grandes objetivos que os sistemas agroalimentares deverão se esforçar para atender e os maiores desafios que irão surgir no decorrer dos próximos dez anos. Este capítulo apresenta as tendências e as perspectivas do consumo (seção 1.3), da produção (seção 1.4), do comércio (seção 1.5) e dos preços (seção 1.6). A seção 1.6 oferece uma análise estocástica com o objetivo de avaliar as incertezas em torno das projeções relativas às trajetórias dos preços.   

- Parte 2 – Sínteses regionais

Este capítulo descreve as principais tendências e os desafios emergentes que o setor agrícola enfrentará nas seis regiões da FAO: Ásia e Pacífico (seção 2.2), África subsaariana (seção 2.3), Oriente Médio e Norte da África (seção 2.4), Europa e Ásia Central (seção 2.5), América do Norte (seção 2.6) e América Latina e Caribe (seção 2.7). Destacando os aspectos regionais das projeções da produção, do consumo e do comércio, e oferece informações de ordem geral sobre os grandes desafios regionais.  

- Parte 3 – Capítulo sobre os produtos

Este capítulo descreve as recentes evoluções dos mercados e apresenta projeções de médio prazo dos preços, da produção, do consumo e do comércio dos produtos estudados nas Perspectivas. Cada capítulo é concluído com um exame dos principais problemas e incertezas susceptíveis de incidir sobre os mercados nos próximos dez anos. Esta parte engloba nove capítulos sobre cereais (capítulo 3), oleaginosas e produtos oleaginosos (capítulo 4), açúcar (capítulo 5), carne (capítulo 6), leite e produtos lácteos (capítulo 7), produtos de pesca e aquícolas (capítulo 8), biocombustíveis (capítulo 9), algodão (capítulo 10), e outros produtos (capítulo 11).

- Parte 4 – Anexos estatísticos

O anexo estatístico apresenta as projeções da produção, do consumo, do comércio e dos preços dos diferentes produtos agrícolas, pesca e aquícolas, assim como dos biocombustíveis, além de pressupostos relativos à conjuntura macroeconômica e a ação do poder público. A evolução dos mercados durante o período coberto pelas Perspectivas é representado por taxas de crescimento anual e pela comparação entre dados relativos ao último ano (2030) e aqueles correspondentes ao triênio de referência (2018-20). O anexo estatístico não aparece na versão impressa das Perspectivas Agrícolas da OCDE e da FAO, mas está disponível na internet.

Gráfico 1.1 – Situação dos principais mercados

Condições atuais dos mercados

Cereais: Em escala mundial, o impacto da pandemia de Covid-19 sobre a oferta e a demanda de cereais pode ser considerada relativamente modesta. Uma forte alta da demanda importadora se deparou com obstáculos logísticos e restrições temporárias das exportações, o que resultou no aumento rápido dos preços internacionais dos cereais. Esse gargalo acentuou a inflação dos preços dos alimentos em muitos países, em particular naqueles com dificuldades econômicas em decorrência da pandemia, reduzindo ainda mais o acesso a alimentos.

Perspectivas Agrícolas OCDE e FAO 2021-2030 – Introdução – Parte I

Oleaginosas: A pandemia de Covid 19 provocou algumas perturbações no início de 2020, mas o impacto global sobre os mercados mundiais das oleaginosas foi visivelmente limitado. A elevação acentuada dos preços das oleaginosas, óleos e tortas que foi observada depois do primeiro semestre de 2020 foi resultado, principalmente, dos efeitos conjugados de uma retomada da demanda, especialmente da China, que importa soja para alimentar seu plantel de suínos em vias de reconstituição, e do fraco nível de crescimento da oferta mundial, em particular, de óleos vegetais. Essa elevação dos preços concorreu para a inflação dos preços dos alimentos em muitos países, agravando os problemas de acesso à alimentação dado os baixos níveis de renda em consequência da pandemia.

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Açúcar: A demanda se recupera em quase todos os países, depois do colapso mundial do consumo ocorrido no meio da pandemia de Covid-19, das medidas de confinamento e/ou o fechamento dos restaurantes aplicadas por diversos meses. As condições meteorológicas desfavoráveis observadas nos principais países produtores pela terceira safra consecutiva explicam, em parte, o aumento dos preços registrado em 2020/21.

Perspectivas Agrícolas OCDE e FAO 2021-2030 – Introdução – Parte I

Carne: Em 2020, os preços internacionais da carne diminuíram sob o efeito da Covid-19, que fez cair temporariamente a demanda nos principais países consumidores e importadores levando em conta os problemas logísticos, o fechamento de serviços (restaurantes, hotéis, etc) e a redução na demanda das famílias ligadas à contração da renda. As perturbações do mercado relacionadas ao Covid 19 fizeram cair o poder de compra em países de baixa renda importadores líquidos de carne, erodindo sensivelmente as compras das famílias e obrigando os consumidores a substituir carnes e derivados por alimentos menos caros. A degradação dos preços internacionais poderia ter sido maior se não fosse o aumento considerável das compras de carne pela China, onde a febre suína africana continua limitando a produção interna.

Perspectivas Agrícolas OCDE e FAO 2021-2030 – Introdução – Parte I

Produtos lácteos: Os primeiros efeitos da pandemia de Covid-19 sobre o setor dos lácteos foram variados de uma região para outra. Os problemas foram desde a falta de contêineres até o aumento dos estoques de produtos. No geral, a indústria foi capaz de se adaptar rapidamente e mitigar muitos dos efeitos radicais observados inicialmente, nos primeiros meses da pandemia. Em 2020, os preços da manteiga caíram fortemente, os do leite em pó integral tiveram queda mais moderada, enquanto os preços do leite em pó desnatado e queijos aumentaram.

Perspectivas Agrícolas OCDE e FAO 2021-2030 – Introdução – Parte I

Peixes: A produção, o comércio e o consumo de peixe contraíram, em 2020, onde o setor de hotelaria e restaurantes foram particularmente impactados pela pandemia de Covid-19. De fato, o peixe é, geralmente, consumido fora de casa. A menor demanda dos serviços de restaurantes fez com que os preços também caíssem, especialmente para espécies de alto valor. De acordo com o Índice de Preços do Peixe da FAO, os preços internacionais de peixe em 2020 foram, em média, 7% menores do que em 2019.  

Perspectivas Agrícolas OCDE e FAO 2021-2030 – Introdução – Parte I

Biocombustíveis: O consumo mundial de biocombustíveis ficou estagnado em 2020 sob os efeitos da pandemia de Covid-19, que derrubou o consumo mundial de hidrocarbonetos para transporte. O consumo mundial de biodiesel sofreu menos do que o do etanol. A produção de biocombustíveis diminui em todas as regiões do mundo. Seus preços caíram sob os efeitos da baixa demanda de etanol registrada nos Estados Unidos da América (EUA) e no Brasil.

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Algodão: O consumo e o comércio de algodão subiram novamente em 2020, depois da queda de 2019, quando a eclosão da pandemia afastou os consumidores das lojas. A produção caiu para níveis jamais vistos desde 2016 porque os números registrados nas Américas foram menores do que os previstos. Assim, os preços do algodão aumentaram até alcançarem os de poliéster.

Perspectivas Agrícolas OCDE e FAO 2021-2030 – Introdução – Parte I

Nota: todos os dados foram expressos na forma do índice cuja base 100 corresponde à média dos dez anos anteriores (2011=2020). Entende-se por consumo os volumes do consumo mundial. Os índices de preços são ponderados pelo valor médio da produção mundial sobre os dez anos anteriores, calculados com a ajuda dos preços internacionais em valor real. Mas informações sobre a situação dos diferentes mercados e sua evolução nas visões gerais apresentadas por produto no anexo, bem como na versão online dos capítulos por produto.

Fonte: OCDE/FAO [2021], “Perspectivas agrícolas da OCDE e da FAO”. Estatísticas agrícolas da OCDE (base de dados), http://dx.doi.org/10.1787/agr-outl-data-fr.

Premissas sobre a situação macroeconômica e políticas públicas

1.2.1. Principais premissas sobre as quais foram estabelecidos os cenários de referência

As Perspectivas apresentam um cenário de referência coerente para a evolução dos mercados de produtos agrícolas e de pesca no médio prazo embasadas em uma série de premissas relativas à conjuntura macroeconômica, políticas públicas e situação demográfica. Esta seção mostra as principais condições sobre as quais foram estabelecidos os cenários. Os dados detalhados estão disponíveis no anexo estatístico.

1.2.2. Crescimento demográfico

As Perspectivas agrícolas utilizam as estimativas da variante média do banco de dados sobre a projeção da população da população mundial da Organização das Nações Unidas (ONU), revista em 2019 (Perspectiva populacional da ONU de 2019).

No decorrer do período de projeção, a população mundial deverá crescer das 7,7 bilhões de pessoas em média entre 2018-20 para 8,5 bilhões em 2030. Isso corresponde ao crescimento anual de 0,9%, ritmo menor do que na década anterior (1,1% por ano).

O crescimento demográfico estará concentrado nas regiões em desenvolvimento, em particular na África subsaariana, que deverá ter a maior taxa de crescimento, 2,5% por ano. A Índia, que contará com 137 milhões de habitantes a mais em 2030, deve ultrapassar a população da China e se tornar o país mais populoso do planeta.

Perspectivas Agrícolas OCDE e FAO 2021-2030 – Introdução – Parte I

Nota: ALC = América Latina e Caribe; ASS = África subsaariana; EAC = Europa e Ásia Central; MENA = Oriente Médio e África do Norte (definição continua no capítulo 2); Resto da Ásia = Ásia e Pacífico sem a China e a Índia.

Fonte: OCDE/FAO [2021], “Perspectivas agrícolas da OCDE e da FAO”. Estatísticas agrícolas da OCDE (base de dados), http://dx.doi.org/10.1787/agr-outl-data-fr.

1.2.3 Crescimento do PIB e da renda por habitante

As estimativas de crescimento do PIB e de renda por habitante foram baseadas nas Perspectivas econômicas da OCDE, nº 108 (dezembro/2020) e Perspectivas da economia mundial (outubro/2020) do Fundo Monetário Internacional (FMI). A renda por habitante será expressa em US$ constante de 2010.

A pandemia de Covid-19 acrescentou um grau extra de incertezas às premissas macroeconômicas que foram base para as projeções de Perspectivas agrícolas da OCDE e FAO. Ainda que nossas premissas partem do princípio de que o ano 2021 será marcado pelo início da retomada econômica generalizada, o ritmo efetivo dessa retomada depender em grande parte do sucesso das medidas nacionais na luta contra a pandemia (campanhas de vacinação, por exemplo) e de políticas destinadas a favorecer a retomada da demanda das empresas e dos consumidores.

Depois de cair 4,7% em 2020, o PIB mundial deverá recuperar em 2021-2022 e crescer ao ritmo médio de 2,9% no decorrer dos próximos dez anos. A economia mundial retomará, em 2022, ao seu nível de antes do Covid-19. O ritmo de recuperação, no entanto, será desigual entre os países e regiões. Mais rápido na Ásia. A China faz parte dos poucos países que registraram crescimento em 2020. As projeções indicam que no Sudeste Asiático e na Índia, a economia estará restabelecida em 2021 e 2022, respectivamente. Na zona da OCDE, o PIB retornará, em2022, ao nível de 2019 (ou seja, o nível de antes da Covid-19). Nas regiões MENA e ALC, as projeções anunciam uma retomada mais lenta, apenas em 2023.

Nestas Perspectivas, os níveis médios de renda per capita e as taxas de crescimento nacionais são medidas por aproximação com a ajuda do PIB per capita. Esse indicador é utilizado para representar a renda disponível das famílias, que constitui um dos principais determinantes da demanda de produtos agrícolas. No entanto, conforme publicado no Relatório 2018 sobre a pobreza e a prosperidade compartilhada publicado pelo Banco Mundial, o crescimento econômico mundial é distribuído de forma desigual. Ela aparece, particularmente, em muitos países da África subsaariana, onde a renda dos 40% mais pobres não cresceu tão rapidamente como a dos de renda média. Esta é a razão pela qual as projeções sobre a demanda nacional de produtos agrícolas do nível médio estabelecido nesta perspectiva podem divergir da trajetória esperada para o segmento. Além disso, a pandemia de Covid-19 afetou particularmente a renda das famílias mais pobres.

Depois de cair 6% em 2020, a renda per capita mundial deverá subir em 2021 e 2022. No decorrer dos próximos dez anos, a taxa de crescimento anual média deverá atingir 1,9% em termos reais. Uma forte alta é esperada na Ásia, onde a renda per capita terá aumento de 5,8% ao ano na Índia, e de 5,3% na China. O crescimento da renda per capita no decorrer dos dez próximos anos poderá ser igualmente forte no Vietnã, 5,5% por ano, assim como nas Filipinas, Indonésia e Tailândia, com taxas de 4,7%; 3,8% e 3,6% ao ano, respectivamente.

Na África subsaariana, a renda média per capita deverá aumentar ao ritmo de 1,2% ao ano. O forte crescimento econômico da Etiópia, 7,4% ano ano, constitui uma exceção notável, enquanto que não haverá nenhuma progressão da renda per capita na Nigéria. Na ALC, a alta da renda média per capita deverá subir 1,5% ao ano, com divergências consideráveis entre os países. Ela será relativamente lenta no Brasil e no México (menos de 2% ano ano), mas atingirá 2,8% em países como Peru e Paraguai, e 3,1% ao ano na Colômbia. No MENA, o aumento da renda per capita média deverá subir 1,1% ao ano, com o Egito liderando com crescimento de 3,4% ano ano, seguido por Israel 2,5% ao ano, enquanto deverá ser inferior a 1% por ano no Irã e em outros países do Oriente Médio.

No médio prazo, a renda média per capita deverá aumentar 1,7% ao ano e 1,4% ao ano, na Europa e Oceania, respectivamente. As taxas de crescimento estão próximas da média dos países da OCDE, que deverão ter aumento em torno de 1,5% nos próximos dez anos. Entre os países da OCDE, a maior taxa de crescimento da renda per capita deverá ser registrada pela Colômbia, seguida pela Turquia e Coreia, com 2,8% e 2,6% ao ano, respectivamente, enquanto que o crescimento mais lento pode ser o do Canadá, com 1% ao ano.

Perspectivas Agrícolas OCDE e FAO 2021-2030 – Introdução – Parte I

Nota: ALC = América Latina e Caribe; ASE = Sudeste Asiático; ASS = África subsaariana; MENA = Oriente Médio e África do Norte (definição continua no capítulo 2). O gráfico mostra o PIB per capita em US$ constante de 2010.  

Fonte: OCDE/FAO [2021], “Perspectivas agrícolas da OCDE e da FAO”. Estatísticas agrícolas da OCDE (base de dados), http://dx.doi.org/10.1787/agr-outl-data-fr.

>> Acesse aqui o relatório original 

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