Leite sem lactose usando membrana de óxido de grafeno
Lactose – A quantidade de dissacarídeo (lactose) varia entre os produtos lácteos; alguns como os queijos contém virtualmente zero, enquanto o leite integral contém o maior teor de lactose entre os lácteos, aproximadamente 4-5%.

Como grande parte da população mundial é intolerante à lactose, aumenta a demanda por leite sem lactose.
O leite sem lactose, normalmente é obtido pela hidrólise da lactose, via conversão enzimática. No entanto, este processo aumenta o sabor adocicado do leite, altera a coloração e reduz o valor nutricional. Uma pesquisa liderada por Aaron Morelos-Gomez da Universidade Shinshu, do Japão, fez nova descoberta no Centro de Inovação Global Aqua com base na nanofiltração do leite em membranas de óxido de grafeno.
A membrana de óxido de grafeno cria uma camada de incrustação porosa, e seu desempenho na filtração foi considerado melhor do que as membranas poliméricas comerciais.
A estrutura química e laminar do óxido de grafeno permitiu maior permeação de lactose e água, rejeitando gordura, proteínas e alguns minerais. Portanto, a textura, o sabor e o valor nutricional do leite foram preservados melhor do que com as membranas poliméricas comerciais.
A concentração de lactose e fluxo de permeado de lactose é muito mais alta do que a nanofiltração com membranas comerciais pela estrutura laminar e poros da membrana de óxido de grafeno.
A pesquisa demonstrou que a aplicação da membrana de óxido de grafeno proporciona boa propriedade anti-incrustante e alta seletividade para a lactose, tornando-o particularmente adequado para aplicações na indústria de laticínios
O método tem alto potencial para remover açúcares de bebidas enquanto preserva outros ingredientes, aumentando o valor nutricional. A alta propriedade anti-incrustante contra uma solução rica em matéria orgânica, como o leite, o torna potencialmente adequado para outras aplicações como tratamento de águas residuais e aplicações médicas.
















