Pular para o conteúdo
TerraViva TerraViva®O site do agronegócio do leite desde 1995
Piracanjuba
Especiais Selectus nº 6226

EUA – O queijo também tem a sua concorrência em versão vegetal  

Queijo vegetal – As opções aos produtos de origem animal vão sendo cada vez mais populares: carne, leite, inclusive lã, e também o queijo tem sua versão vegetal.

Fonte: Fonte: TodoElCampo – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Nicolás Perondi on Unsplash
EUA – O queijo também tem a sua concorrência em versão vegetal  

Magi Richani era engenheira de projetos na Shell, mas deixou sua carreira para dedicar-se à elaboração de queijos de origem vegetal. É preciso decidir se efetivamente é queijo ou se deve levar outro nome, mas o fato é que a empresa elabora o produto a partir de uma soja modificada geneticamente para produzir caseína.

A caseína é a principal proteína encontrada no leite, responsável pela elasticidade e derretimento de uma forma muito peculiar do queijo. Nobell Foods descobriu a forma de transformar plantas em pequenas fábricas de produção de caseína sem ter que obtê-la pela vaca, explicou Richani.

Este é o artigo publicado no Fast Compañy, site de negócios na web.

Empresa consegue fabricar queijos sem vacas

Quando Magi Richani começou a mudar para uma dieta vegetal, cinco anos atrás, enfrentou um desafio comum às pessoas que se distanciam dos produtos animais: não queria renunciar ao queijo. “Foi tão difícil”, disse. “Não encontrava nada que satisfizesse um pedaço de queijo em uma pizza, ou em um sanduíche de queijo. E provei todos os queijos à base de plantas existentes”.

Richani, que descobriu que era intolerante à lactose e logo começou a pesquisar alguns dos problemas mais comuns no sistema alimentar, estava tão motivada para encontrar um melhor queijo a base de plantas que deixou seu trabalho como engenheira de projetos na Shell para trabalhar no problema. “Fui um pouco egoísta”, disse. “Queria um produto que pudesse comer sem sentir que estava me sacrificando”.

Sua startup, Nobell Foods, anunciou uma rodada de financiamento e arrecadou US$ 100 milhões até o momento. Durante mais de quatro anos, a companhia foi pioneira na nova forma de fazer produtos lácteos a partir de plantas. A chave está na caseína, uma proteína exclusiva do leite, que a startup agora cultiva na soja.

“O leite é água, gordura, açúcar e proteínas, e para proporcionar essa deliciosa sensação na boca, textura, tudo o que amamos dele, realmente precisamos ter estas proteínas específicas que, somente são produzidas pelas vacas”, disse Richani. A caseína é a principal proteína encontrada no leite, o que ajuda a deixar o queijo elástico e derretido de uma forma muito particular”. “Descobrimos uma forma básica de transformar as plantas em pequenas fábricas de fazer caseína, não tendo de obtê-la de uma vaca”, disse. “Pode obter de nossas plantas”.

Algumas outras startups no segmento, incluindo Remilk e Perfect Day, também se concentram em novas formas de produzir proteínas do leite, utilizando a fermentação microbiana, um processo similar à fabricação da cerveja. A Nobell trabalha com plantas devido ao baixo custo de produção.

“As plantas são a forma mais barata de proteína que podemos obter”, disse Richani. A companhia utiliza soja que foi modificada geneticamente para fazer caseínas; a soja produz proteínas de maneira mais eficiente do que qualquer outra planta. Em última instância, o custo de fazer os produtos finais pode ser mais barato do que a utilização do leite de vaca.

“Para mim, o mais importante é encontrar alimentos que não somente tenham um sabor delicioso, mas que também leve em conta o custo. Tem que ser exequível”, disse Richani. “Não vamos mudar o sistema pedindo às pessoas que paguem duas, três, cinco, dez vezes mais pela alternativa, certo? As plantas são a forma mais barata de fazer proteínas, e se podemos mudar seu perfil para que façam qualquer proteína que queremos, podemos competir com uma vaca. As vacas são comercializadas em grande escala e os produtos lácteos são subsidiados pelo governo. E no entanto, podemos competir, e não somente competir, eventualmente podemos minar a estrutura de preços, pelo fato de que estamos trabalhando com plantas”.

O maior desafio foi modificar com êxito a planta de soja para produzir a nova proteína. Uma vez que isso funcionou, levou pouco tempo para elaborar os primeiros queijos, incluindo um provolone defumado e uma muçarela. “O queijo é derretido, pegajoso, elástico e tudo o que se pode esperar do queijo”, disse Richani.

Outros queijos, como o cheddar, são mais difíceis de replicar porque demoram meses em maturação. Mas a maior parte do mercado de queijo no país é a muçarela e os queijos de comida rápida, uma mescla do queijo americano que são incluídos nos hambúrgueres. “Essas duas categorias constituem 60% de todo o mercado de queijo nos Estados Unidos em volume”, disse Richani. “Então, se temos que decidir por onde começar, essas são as duas opções principais. E por sorte para nós, ambos são queijos mais frescos que não precisam de longos períodos de maturação”. A companhia desenvolverá mais tarde outros produtos lácteos. 

 Acesse aqui a matéria na íntegra

G100
Publicidade
Tirolez
Publicidade
Arla Foods Ingredients