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Especiais Selectus nº 6237

O Índice FAO dos preços dos alimentos continuaram subindo em setembro

Índices FAO – Os preços mundiais dos alimentos subiram em setembro, um aumento decorrente principalmente da restrita oferta e uma forte demanda de gêneros de primeira necessidade, especialmente trigo e óleo de palma, publicou hoje a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

Fonte: Fonte: FAO – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Igor Karimov on Unsplash
O Índice FAO dos preços dos alimentos continuaram subindo em setembro

O Índice FAO dos preços dos alimentos teve a média de 130 pontos em setembro de 2021. Alta de 1,2% em relação ao mês anterior e de 32,8% na comparação com setembro de 2020. O índice acompanha a evolução mensal dos preços dos alimentos mais negociados no mercado internacional.  

Em setembro, o Índice FAO dos preços de cereais teve alta de 2,0% em relação ao mês precedente. Os preços mundiais do trigo aumentaram cerca de 4% - ficando até 41% maior do que o registrado um ano atrás – resultado da restrição de disponibilidades exportáveis em um contexto de forte demanda. Os preços mundiais do arroz também tiveram alta em setembro, assim como os do milho, que subiu moderamente, 0,3%, porque a melhoria das perspectivas globais de produção e o início das colheitas nos Estados Unidos da América (EUA) e Ucrânia, compensaram largamente as perturbações ocorridas nos portos dos EUA depois da passagem do furacão que atingiu o país. Ainda assim, o índice foi 38% superior ao verificado um ano atrás no mesmo período.  

“Entre os principais cereais, o trigo deve ser o mais observado nas próximas semanas, para acompanhar a evolução da demanda diante dos preços que aumentaram muito rapidamente”, declarou a economista da FAO, Abdolreza Abbassian.

O Índice FAO dos preços dos alimentos continuaram subindo em setembro

O Índice FAO de óleos vegetais subiu 1,7% no mês – acumulando alta de 60% desde setembro de 2020 – pois, os preços internacionais do óleo de palma atingiu seu maior nível em 10 anos, sob o efeito da forte demanda mundial diante do temor de queda na produção em consequência da falta de mão de obra de trabalhadores imigrantes na Malásia. As cotações internacionais do óleo de colza sofreram fortes aumentos, contrastando com os preços do óleo de soja e de girassol, que caíram.  

O índice FAO do Preço do Açúcar teve alta de 0,5% em relação ao mês precedente – acumulando alta de 53,5% em relação ao índice de um ano antes – em razão das condições meteorológicas desfavoráveis e alta dos preços do etanol no Brasil, o maior produtor mundial de açúcar. O enfraquecimento da demanda mundial de importação e as boas perspectivas de produção na Índia e Tailândia atenuaram a pressão de alta.

Já o Índice FAO de preços da carne em setembro ficou praticamente idêntico ao de agosto, e na base anual, subiu 26,3%. Os preços da carne ovina e bovina aumentaram diante da oferta limitada, enquanto houve recuo nos preços das carnes de aves e suína, respectivamente pela oferta abundante de uma uma e fraca demanda na China e Europa da outra.    

O Índice FAO dos preços dos alimentos continuaram subindo em setembro

Índice FAO dos Preços dos Lácteos

O Índice FAO dos Preços dos Produtos Lácteos subiu 1,5% em setembro em relação a agosto, diante de uma firme demanda mundial de importação e fatores sazonais na Europa e Oceania que elevaram as cotações internacionais de todos os produtos lácteos, em particular a manteiga.

O Índice FAO dos produtos lácteos fechou com a média de 117,9 pontos em setembro, alta de 1,7 pontos em relação a agosto, e 15,6 pontos (ou 15,2%) a mais em relação ao valor do mesmo mês do ano passado. Em setembro, as cotações internacionais de todos os produtos lácteos aumentaram. O leite em pó desnatado e a manteiga tiveram altas mais acentuadas, diante de uma demanda mundial de importação firme em um contexto de disponibilidades exportáveis limitadas Em especial na Europa, os estoques estão baixos e a produção sazonal de leite é baixa. Uma produção fraca nesse estágio da temporada na Oceania e estoques limitados contribuíram também para a alta mundial da manteiga e do leite em pó desnatado. Os preços do leite em pó integral e do queijo registraram aumentos moderados por uma combinação de fatores: produção restrita, estoques baixos e demanda interna estável na Europa.

O Índice FAO dos preços dos alimentos continuaram subindo em setembro

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