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Especiais Selectus nº 6246

Argentina – A indústria de laticínios não vê “sustentabilidade” no congelamento de preços

Congelamento/AR – A indústria de laticínios considerou que o congelamento de preços imposto pelo Governo “não é sustentável no longo prazo” e ofereceu, em troca, trabalhar por um programa específico para a atividade.

Fonte: Fonte: La Nacion – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Imagem de dandelion_tea por Pixabay
Argentina – A indústria de laticínios não vê “sustentabilidade” no congelamento de preços

Assim falou ao La Nacion Ércole Felippa, presidente do Centro da Indústria Leiteira (CIL), entidade que reúne as empresas líderes do setor.

Uma cesta de produtos lácteos, entre outros itens, ficaram com os preços congelados até o dia 7 de janeiro. Em maio passado, o CIL, a Associação das Pequenas e Médias Empresas de Laticínios (Apymel) e a Junta Intercooperativa de Produtores de Leite (JIPL), fizeram um acordo com a Secretaria de Comércio Interior, na presença de funcionários do Ministério da Agricultura, acrescentando 32 novos produtos lácteos ao programa Preços Cuidados. Paralelamente, iniciava a saída progressiva do programa de Preços Máximos.

Naquela época, em termos de volume foram agregados 12 milhões de litros de leite por mês aos 15 milhões já existentes, alcançando um total de 27 milhões. Em troca o Governo se comprometeu com os empresários a não realizar intervenções que pudessem afetar a atividade.

Por esse convênio, que segundo Felippa foi um compromisso de ambas as partes, o mesmo Governo havia autorizado um aumento de 7% dos 8% atuais. No entanto, como o congelamento de preços obriga a voltar tudo aos valores do dia 1º, segundo o industrial, alguns produtos permaneceram com os valores de julho passado por conta do efeito do congelamento.

“Vemos com muita preocupação (o congelamento), em primeiro lugar, porque houve um acordo com as três câmaras e a Secretaria de Comércio para montar um programa”, disse o industrial. “Isso não só destrói aquele acordo, mas leva uma lista de produtos a ficar com preços de julho, pois ao retornar aos valores de 1º de outubro, não pegam o reajuste de sete dias atrás”, acrescentou.

Segundo destacou Felippa, a situação é “complexa” para o setor, e disse que quer dialogar com o Governo. Nesta linha, os empresários do segmento querem falar com o chefe de Gabinete, Juan Manzur; com o Ministro da Agricultura, Julián Domínguez, e com o Secretário de Comércio interior, Roberto Feletti.

“Queremos fazer uma proposta de superação na qual poderemos fornecer um volume determinado a um preço acordado com o Governo. Um acordo de consenso, não essse que sal, que no melhor dos casos são presço de julho”, destacou.

Felippa insistiu que o setor empresarial busca uma negociação que, reiterou, “sirva às partes”. Ele destacou que não haverá desabastecimento, explicando que a indústria não pode fazer outra coisa, senão processar leite, lembrando que o congelamento é um “péssimo sinal” no médio prazo para o setor primário.

Consultado pelo La Naciona, disse que o congelamento “indubitavelmente tem impacto na cadeia”. No entanto, disse que como câmara não pode informar qual o impacto que ocorrerá nos preços que as indústrias de laticínios pagam aos produtores pela matéria prima. Disse que se trata de “decisões” de cada empresa.

Reafirmou a vontade de dialogar com o Governo: “Existe a disposição de acompanhar o Governo na elaboração de um acordo que seja aplicável; isto (proposta da Secretaria de Comércio) não é sustentável ao longo do tempo”.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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