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Espanha – O campo enfrenta a campanha mais cara de sua história

Custos/Espanha – A entidade nacional ASAJA, que representa o setor rural, exigiu do Governo medidas de apoio para amortecer as contínuas elevações de preços dos insumos agrários, como os fertilizantes, que no último ano subiu entre 239 e 307%; a energia elétrica 270% e o óleo combustível quase 73%, dado que o setor agrário não pode fixar os preços que recebem, e portanto, não pode repassar para os produtos que vende.

Fonte: Fonte: Agroinformacion – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Visual Stories || Micheile on Unsplash
Espanha – O campo enfrenta a campanha mais cara de sua história

A ASAJA realizou um estudo para conhecer os percentuais de aumento real dos custos de produção – insumos e determinar as consequência para a renda agrícola. O levantamento mostra que os preços dos fertilizantes, no último ano, subiram entre 239% e 307%; o que se traduz na campanha mais cara de sua história. Sobem todos os elementos: fósforo, potássio... mas o maior crescimento foi do nitrogênio, em consequência da crise energética mundial.

Em relação aos defensivos, cabe destacar a elevação do glifosato (Roundup) que registrou aumento de 48%, passando seu custo de 3,30 euros/litro em outubro de 2020, para 4,90 euros em outubro de 2021.

As sementes de cereais também tiveram os preços reajustados, em consequência do aumento do preço do cereal e insumos (sacos, bigbags, palets... )

O óleo para máquinas agrícolas também encareceu quase 73% no último ano. A mesma tendência crescente registram as rações para o gado, cuja elevação interanual já é de 27%.

O estudo realizado pela ASAJA reflete o incremento nos outros custos de produção que afetam diretamente a rentabilidade das propriedades agrícolas como os custos salariais. O aumento do Salário Mínimo nos últimos três anos foi de 29,7%, sem incluir os reajustes da Seguridade Social. Em relação à energia elétrica houve alta de 270%; os plásticos 46%; água 33% e entre 10 e 25% o de máquinas.

Neste cenário de constante elevação dos custos de produção – quando os preços na origem não variam há pelo menos 20 anos – para que não repercutam nos elos mais fracos da cadeia alimentar – o agricultor e o pecuarista – a ASAJA pede ao Governo medidas urgentes financeiras e fiscais, para amortecer o custo do produtor.

Cabe lembrar que o setor agropecuário representa cerca de 8,4% do Produto Interno Bruto (PIB), e que durante a pandemia deu o seu melhor, apesar das enormes dificuldades que encontrou, para garantir a segurança alimentar e fornecer alimentos saudáveis à população.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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