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Especiais Selectus nº 6255

Espanha – Custos disparados e preços de ruína: Os protestos endureceram

Preços/Espanha – Os pecuaristas de leite espanhóis continuam com a água no pescoço. Os múltiplos custos que enfrentam para cuidar de suas vacas e produzir leite dispararam nos últimos meses, e o preço obtido com o leite não permite obter a mínima rentabilidadeo necessária para manter a atividade.

Fonte: Fonte: Agrodigital – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Imagem de Chiemsee2016 por Pixabay
Espanha – Custos disparados e preços de ruína: Os protestos endureceram

Por isso, está ocorrendo o fechamento em massa de fazendas leiteiras na Espanha: em seis anos foram 6.000, ficando pouco mais de 11.500.

Diante desta situação, as organizações que representam o setor, ASAJA, COAG e UPA lançaram um processo nacional de mobilizações cujas primeiras foram realizadas em Galicia, Castilla y León, Andalucía e Cantabria. O objetivo dos protestos é exigir que as indústrias de laticínios e a grande distribuição reconheçam a elevação de custos e deixem de “pressionar a afogar” o primeiro elo da cadeia.

“É preciso reforçar os controles para que a Lei da Cadeia Alimentar seja aplicada de forma eficaz. As indústrias de laticínios continuam em vantagem e impõem condições inaceitáveis aos agricultores”, denunciam a ASAJA, COAG e UPA. “Por esse motivo vamos elevar a voz, para exigir de todos: Governos, indústrias e cadeias de distribuição que entendam e se responsabilizem pela situação que o setor atravessa”.

Endurecer os protestos

As organizações de pecuaristas se mobilizaram diante das indústrias que a seu ver impedem a elevação dos preços no campo, como na França, Alemanha ou Itália. Também estudam fazer o lançamento de um boicote a marcas de referência que em sua opinião comprimem os preços e a cadeia de valor. ASAJA, COAG e UPA destacam "as duas grandes indústrias de laticínios que controlam e gerenciam o setor lácteo espanhol”.

As entidades pediram ao Ministério da Agricultura que “não se deixe enganar” pelas indústrias de laticínios, especialmente as francesas, “que só vão à Espanha esgotar um já dizimado setor lácteo”. “A lei deve ser aplicada. Ficam com o nosso suor e com as elevações de preço insuficientes da distribuição. Não têm escrúpulos”, afirmam.

A elevação dos cereais, da eletricidade (necessária para a ordenha e refrigeração do leite), dos combustíveis e o baixo preço que as indústrias pagam aos produtores criaram uma tempestade perfeita para os pecuaristas diante de um setor que “não ficará calado e impassível”.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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