A Pujante Demanda Nordestina de Leite em Pó Integral – Projeções para 2021
Região Nordeste maior consumidor de Leite em Pó Integral - Com base na última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do IBGE, é possível demonstrarmos o consumo dos lácteos nos domicílios brasileiros, dentre eles vamos dar ênfase ao leite em pó integral (LPI).

Item que cresceu na Região Nordeste o consumo per capita em 36%, comparando 2018 em relação a 2002, e tem uma menor variação no consumo em relação a elasticidade de renda quando comparado com alguns derivados, sobretudo, os de maior valor agregado como queijos e fermentados que são mais suscetíveis às variações por classe de renda ou por impactos no orçamento das famílias.
Pois bem, vamos aos dados conforme demonstrado na apresentação em anexo, apesar da Região Norte ter o consumo per capita levemente acima (pouco mais de 200 gramas/hab/ano), o Nordeste possui a segunda maior população do Brasil cerca de 57,7 milhões de habitantes, equivalente a três vezes a população do Norte. Consequentemente a região lidera “de longe”, o consumo domiciliar de LPI em relação as outras regiões.
O consumo de LPI no Nordeste representa nada menos do que 53% do market share do País. Não é apenas coincidência que alguns investimentos estão surgindo na Região. Que além do possuir um consumo de LPI muito robusto, se considerarmos o pequeno perímetro do SEALPE (SE, AL e PE) apenas 9,5% do território da Região já produz o equivalente a 41% da produção total do leite do NE.
Esses Estados têm hoje uma das maiores densidades de produção, litros/km2, do Brasil, sendo a AL 3ª, SE a 5ª e PE a 7ª melhor. Tornando a logística, custo de frete R$/litro, muito competitiva. Outro fator relevante é a produção que está crescendo acima da média nacional, e a variação sazonal, diferença de safra para entressafra, está bem suavizada e menor do que várias regiões do Brasil.
Destaque também para os preços ao produtor, que apesar dos desafios, estão abaixo da média nacional, conforme demonstrado na apresentação em anexo os preços em 2021 CEPEA(BR) estão 14,5% superiores aos preços do SEALPE. Anualizando os preços do SEALPE, são mais competitivos do que os da Região Sul, por exemplo, que historicamente tinham preços menores e isso já não mais ocorre.
E, por fim, um perímetro “com menor acirramento” pela terra em relação às regiões que a atividade de leite compete com a de grãos. E apesar dos desafios climáticos tem evoluído bastante a produtividade animal, a qualidade genética do rebanho, e principalmente, ampliado as áreas de palma, principal suporte forrageiro da atividade leiteira do SEALPE.
















