EUA – Razões para o surpreendente relatório de produção de leite
Produção/EUA – O aumento dos custos com alimentação, mão-de-obra e material impactaram significativamente nos resultados financeiros dos produtores de leite, resultando na queda de 0,5% da produção de leite na comparação interanual, conforme ilustrado do recente Relatório da Produção de Leite do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Além disso, a produção por animal foi 6 libras menos do que um ano atrás, o terceiro mês consecutivo de queda de produtividade.

De acordo com a Agência Matt Tranel, o relatório de produção de leite de outubro trouxe alguma surpresa em comparação com as projeções dos analistas. “O declínio de 0,5% em outubro de 2021 na comparação anual foi mais acentuada do que as expectativas, já que as estimativas eram de ligeiro crescimento”, disse ele.
Erick Metzger, gerente da National All-Jersey, afirma que a última vez que isso aconteceu foi duas décadas atrás, na primavera de 2001. “Penso que os preços da alimentação influenciaram a produção por vaca”, disse ele. “Os produtores podem estar reajustando suas rações”.
Além disso, houve queda de 14.000 vacas em relação a outubro de 2020 e foram 22.000 cabeças a menos em relação ao mês anterior, levando-se em consideração o relatório revisado de setembro. “O número de vacas no rebanho foi reduzido novamente, pois o aumento do custo da ração é uma situação muito real sentida no interior do país e também no mundo”, observou Tranel.
Algumas das mudanças nos seis maiores estados produtores de leite:
- Califórnia – 3,3 bilhões de libras (-1,3%); número de vacas inalterado.
- Wisconsin – 2,6 bilhões de libras (+2,7%); aumento de 21.000 vacas em relação ao ano passado.
- Idaho – 1,36 bilhões de libras (+0,9%); 6.000 vacas a mais.
- Texas – 1,3 bilhões de libras (+3,9%); aumento de 22.000 vacas
- Nova York – 1,28 bilhão de libras (+1%); mais 2.000 vacas
- Michigan – 974 milhões de libras (-0,4%); mais 4.000 vacas.
















