2º Open Day do CB FIL destaca os sistemas de produção brasileiros
2º Open Day - Foi realizado, na tarde desta segunda-feira (22), a segunda edição do evento do Comitê Brasileiro da Federação Internacional do Leite (CB FIL) - 2º Open Day CB FIL, que enfatizou os sistemas de produção nacionais e as tecnologias empregadas na pecuária leiteira.

A abertura ficou por conta de membros do CB FIL/IDF, Guillaume Tessier e Andrew Jones que deram introdução ao evento, e destacaram as diversas formas de produção que existem de norte a sul do Brasil.
A primeira apresentação foi do Dr. José Luiz Bellini Leite que apresentou as características e evolução dos sistemas de produção de leite do Brasil. Ele trabalhou com variáveis que mostram uma redução no número de pequenos produtores e pequenas fazendas, de acordo com dados da Embrapa. E em relação aos rebanhos houve redução em comparativo entre 2006 e 2019, e claramente, houve um aumento da produtividade média em todos os extratos.
Um marco diferencial foi no ano de 2010 em que houve um aumento de produção deste período por aumento de produtividade. Ele também destaca a produção leiteira por regiões do Brasil.
Em relação aos sistemas de produção, os clusters mais dinâmicos - que concentram cerca de 83% da produção total de leite nacional - avançam no sistema de produção de precisão, que englobam agricultura de precisão, pecuária de precisão e gestão de precisão. Eles objetivam a acurácia na tomada de decisão para otimizarem o uso dos recursos, da qualidade e da rentabilidade com sustentabilidade.

A segunda apresentação foi do Dr. Lorildo Stock da EGL-Embrapa que comentou sobre os sistemas de produção em alguns países. Ele mostra que em 2020, os 20 maiores produtores de leite do mundo produzem cerca de 65% da produção mundial, e somente a Índia produz 25% desse total. Brasil está em 4º lugar. (De acordo com dados da Embrapa e IFCN).
Em relação aos países exportadores, os EUA se destacam pela grande participação da produtividade. Já a Nova Zelândia, um país historicamente exportador, mas com preços baixos, se mantem estável em relação ao crescimento de produção e produtividade, ficando em 8º lugar.
De modo geral, Lorildo mostra que o mundo, em relação ao preço do leite, vem com uma evolução de aumento. Mas com aumento mais significativo no preço do alimento - alta no preço dos concentrados, principalmente, no Brasil.

Em sua apresentação, Luiz Gustavo R. Pereira, da Embrapa, fala sobre as inovações disruptivas e os desafios da sustentabilidade da pecuária 4.0.
Ele destaca a busca da eficiência bioeconômica - onde se busca produzir mais com menos e da melhor forma. Além de tratar sobre o assunto da desinformação nesta era da informação, onde é preciso quebrar paradigmas na busca da sustentabilidade. Por fim, ele apresenta inovações disruptivas, nas quais a tecnologia transforma a forma de produzir leite.
Luiz quebra paradigmas mostrando que as emissões vindas da pecuária representam apenas cerca de 5%-6% das emissões antropogênicas de GEE e que o leite, comparado a outras bebidas, é produzido de forma mais eficiente, e possui alta densidade nutricional.

Seguindo o evento, Jônadan Ma – Diretor Executivo da Araunah Farming, faz sua apresentação sobre a gestão eficiente de Sistemas de Produção de Leite no Brasil. Ele mostra que o sistema de produção dentro de sua propriedade apresenta uma missão de transformar vidas e se baseiam em 4 pilares da sustentabilidade: economicamente rentável, socialmente responsável, tecnicamente adequada e ambientalmente correta.
Ele mostra a forma de gestão na Araunah, que se localiza na região de Minas Gerais, e que para se obter um sucesso na pecuária leiteira é preciso ter sucesso em 5 pilares técnicos: nutrição, sanidade, gestão e manejo, genética e bem-estar animal.
A Araunah Farming foi a 1ª fazenda leiteira brasileira a ser certificada em bem-estar animal BEA-Leite Integral.

André Novo – coordenador do projeto Balde Cheio, mostrou os casos de sucesso do projeto que utilizaram a tecnologia corretamente como fator para o sucesso. Ele destaca que o projeto Balde Cheio vem fazendo diferença nas vidas de diversos produtores de leite em diversas regiões brasileiras.

Merinaldo Bezerra, que é produtor de leite na região do Brejão/PE, apresentou os casos de sucesso nos sistemas de produção do nordeste. Ele mostra que mesmo com um baixo índice pluviométrico nesta região, eles conseguem sim, ter sucesso na produção leiteira buscando alternativas que se enquadrem nas características da região produtora, como a utilização da palma forrageira na alimentação do rebanho leiteiro.

O evento foi encerrado com as falas do Diretor Técnico-científico do CB FIL, Marcelo Bonnet e Diretor Executivo do CB FIL, Wilson Massote que destacaram a importância da realização destes eventos como forma de repassar conhecimento, informação e casos de sucesso de produção leiteira no Brasil.

O evento ficou gravado no YouTube e pode ser acessado pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=iLfec50ZdV0&ab_channel=FILBrasil
Assim como o 1° Open Day esse 2° também fica disponível no carrossel do Comitê Brasileiro da Federação Internacional do Leite no aplicativo X-Lei. Para baixar o aplicativo basta acessar: IOS (clique aqui) e Android (clique aqui).
















