Pular para o conteúdo
TerraViva TerraViva®O site do agronegócio do leite desde 1995
Piracanjuba
Especiais Selectus nº 6268

Hidrogênio - Uma discussão que avança a passos largos 

Hidrogênio Verde – Elemento mais abundante na Terra, encontrado na combinação com outros elementos, o hidrogênio faz parte de um futuro neutro em CO2. Existem várias formas de fazer essa separação para consegui-lo na forma pura. Os processos já conhecidos são os da produção de hidrogênio cinza, marrom e azul que utilizam combustíveis fósseis nesse processo. A evolução agora é no hidrogênio verde, obtido através da eletrólise da água.

Fonte: Elaboração: Terra Viva | Foto de capa: Imagem de akitada31 por Pixabay
Hidrogênio - Uma discussão que avança a passos largos 

A matéria publicada, recentemente, pelo Jornal O Estado de S. Paulo trás esta análise do hidrogênio verde, combustível do futuro, como uma aposta do mundo para controlar o aquecimento global.  

De acordo com notícia, o hidrogênio verde é considerado o combustível mais limpo do mundo. Não gera gases poluentes nem durante a combustão nem durante a produção. A aposta do mundo para limitar o aquecimento global até 2050 está num método criado há quase 200 anos pelo químico e físico britânico Michael Faraday. 

Trata-se da eletrólise da água, que separa o hidrogênio do oxigênio por meio de uma corrente elétrica. Para ser considerado verde, a energia elétrica tem de ser de uma fonte totalmente renovável, como a eólica e a solar - ainda não está claro se as hidrelétricas seriam consideradas verdes por causa do impacto ambiental durante a construção. A solução é vista como a principal alternativa ao petróleo – até mesmo para as petroleiras. Para não ficar para trás, a maioria delas tem estudos e projetos para a produção de hidrogênio verde. 

Acesse aqui a matéria do Jornal O Estado de S. Paulo 

Conforme publicado no artigo Perspectivas do “Hidrogênio Verde” no Brasil em 2021, Paulo Roberto Alonso Viegas, que é mestre em economia e Consultor Legislativo do Senado Federal, discorre sobre o uso do hidrogênio verde no Brasil, ainda que não diretamente na geração de energia, mas na indústria siderúrgica, para redução do minério de ferro ou em outras indústrias que tenham interesse em desenvolver economia circular com balanço negativo de carbono.  

Como é o caso da indústria de fertilizantes, que tem grande potencial de aplicação do hidrogênio verde para a produção de fertilizantes a base de amônia, impactando diretamente na redução de emissões de gás carbônico.  

Para Paulo Viegas, no Brasil ainda há a necessidade de um marco legal do setor, que pode ser espelhado no caso da Alemanha, que adotou o hidrogênio como componente central em sua meta de descarbonização. O marco legal alemão pode servir como paradigma para promover o uso do hidrogênio no Brasil, com possibilidade para desenvolvimento específico do hidrogênio verde, mas esse processo demanda tempo de estudo e interesse econômico na promoção do setor no Brasil. 

Ele ainda propõe discussões sobre o tema no Senado Federal através, por exemplo, de audiências públicas, para que se aprofunde o entendimento sobre esse interesse de investimentos no setor. 

O Brasil conta com uma matriz energética bem diversificada, bastante limpa e renovável, o que eleva os custos de oportunidade para decidir se investir em uma nova e ainda cara fonte de geração de energia. Mas, ao mesmo tempo, o hidrogênio verde poderá ser utilizado, em um futuro próximo, como uma possível fonte de energética de eficiência econômica, o que torna importante o começo dessa discussão no Brasil. 

O Artigo Perspectivas do “Hidrogênio Verde” no Brasil em 2021, do autor Paulo Roberto Alonso Viegas pode ser encontrado no aplicativo X-Lei. Para acessálo basta baixar o app nos seguintes links: IOS (clique aqui) e Android (clique aqui). 

G100
Publicidade
Tirolez
Publicidade
Arla Foods Ingredients