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Especiais Selectus nº 6268

RU - Significativas oportunidades de exportação

Exportações/RU – Novo relatório publicado pela consultoria Kite mostra que a demanda de importação de lácteos crescerá cerca de 3 bilhões de quilos em equivalente litros de leite por ano até 2025, enquanto a produção de leite da União Europeia (UE) poderá declinar 6,3% até 2027 em decorrência da reforma da Política Agrícola Comum (PAC).

Fonte: Fonte: Dairy Industries – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Charlie Kelly on Unsplash
RU - Significativas oportunidades de exportação

A indústria de laticínios do Reino Unido (RU) está bem posicionada para capitalizar a recente campanha lançada pelo Governo: “Made in the UK, Sold to the World”, visto que, globalmente, as oportunidades dos lácteos estão crescendo significativamente, e os produtores do RU são um dos que mais progresso fizeram em termos ambientais e são os mais eficientes do mundo.  

Basta ter vontade política e liberação de investimentos para indústrias e produtores, permitindo aproveitar as oportunidades disponíveis.  

Essa foi a conclusão do novo relatório “Oportunidades Futuras” da Consultoria Kite, patrocinado pela entidade NMR, [serviço de dados e consultoria para o setor lácteo no RU],  sobre as oportunidades de exportação de lácteos depois do Brexit.

O relatório avalia o potencial consumo de lácteos de 90 países importadores líquidos de lácteos que abrigam uma população de 5 bilhões de pessoas – dois terços da população mundial. O relatório mostra que entre 2011 e 2019 o consumo de lácteos nesses países aumentou de 258 bilhões de quilos para 304 bilhões de quilos – um crescimento equivalente ao volume total da produção da Nova Zelândia em dois anos.

A análise da Kite indica que esses países irão, provavelmente, importar grandes volumes à medida que a década avança, projetando um percentual de crescimento de 5,6% de 2019 a 2025, o equivalente a 3 bilhões de quilos (em equivalente leite) por ano. Muito disso estará em leite em pó e queijo.

Além do mais, evidências mostram que a produção local de leite nesses países importadores não irá satisfazer o aumento da demanda, já que normalmente a autossuficiência diminui com o aumento do desenvolvimento econômico.

Um outro relatório – “Política Agrícola da UE” – preparado pelo Hayley Campbell-Gibbons a pedido da Kite, indica que a produção de leite da UE irá cair – cerca de 6,3% - como consequência da implementação do Acordo Verde da UE e das atualizações da PAC.

Analisando os dois relatórios, John Allen, sócio-gerente da Kite Consulting, disse: “O que nossa análise mostra é que existe uma oportunidade crescente para a exportações de lácteos surgindo ao mesmo tempo em que haverá um declínio na produção de leite na UE. Isto representa uma grande oportunidade para os lácteos do RU e é provável que as indústrias continuem aumentando as exportações para capitalizar essas oportunidades. Isso provavelmente provocará uma pressão inflacionária sobre os preços domésticos dos lácteos, como mostra a história recente onde as exportações de lácteos podem ser mais lucrativas do que as vendas no mercado doméstico.

Na verdade, já estamos vendo isso acontecer, com muitas indústrias de laticínios investindo no RU para terem acesso a mercados internacionais em crescimento.

“O que é estimulante é que a indústria de laticínios do RU está bem posicionada para aproveitar esta oportunidade”, acrescentou John.

“Nossos produtores fizeram grandes progressos em termos ambientais, e possuem uma visão de futuro do mundo. A maioria das indústrias de laticínios do RU já definiram as metas para Emissões Líquidas Zero e já estão conseguindo grande progresso na descarbonização dos lácteos, ao mesmo tempo em que melhoram os padrões de bem-estar animal.

Com o apoio necessário, as indústrias podem trazer riqueza global para as comunidades rurais do RU, ao mesmo tempo em que impulsionam uma agenda focada na produção de alimentos ambientalmente amigável.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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