Argentina – 2021 deverá terminar com crescimento de 3%
Produção/AR – A produção de leite na Argentina cresceu 4,3% nos primeiros dez meses do ano em relação ao mesmo período do ano anterior.
Totalizaram 9.429,4 milhões de litros. No entanto, o ano deverá encerrar 3% acima de 2020, quando foram produzidos 11.113 milhões de litros.
Assim informou o boletim de novembro da Economía Láctea, sobre o Setor Lácteo Argentino. Foram ressaltados também os números positivos para as exportações, com o aumento de 9,58% nos primeiros 10 meses do ano em comparação com igual período de 2020, chegando a 326.836 toneladas.
De acordo com o boletim, o setor foi favorecido pelas condições climáticas no início do ano “pouco calor e umidade” e clima seco “muito bom” para o rebanho. A isso foi acrescentado “o aumento na adoção de tecnologias que favorecem a eficiência de produção tanto do ponto de vista do manejo, como de conforto animal. Cada vez mais existe “melhor manejo dos sistemas” e “crescente quantidade de vacas nos rebanhos”. Algo que “não é menor, mas não está quantificado”.
“Nada faz supor no curto prazo que a tendência vá mudar, além da lógica sazonal que deve começar este mês”, diz o boletim sobre a produção.
Quanto ao preço pago aos produtores, em outubro aumentou 0,73% em relação a setembro último. Alcançou 33,27 pesos por litro e acumulou incremento de 69,83% interanual.
No entanto, a análise observa que foi registrado o terceiro mês de queda de preço em valor nominal. “Em outubro foi -2,21% em relação ao preço de setembro, mas se manteve no terreno positivo na comparação com outubro de 2020, registrando crescimento de 8,46%”, diz.
“Em outubro, houve o terceiro mês consecutivo de queda no valor nominal do preço do leite, algo que era esperado já que como antecipamos, a referência para o ajuste seria a cotação oficial do dólar pela capacidade de pagamento com base nas exportações, mas o congelamento de preços influenciou negativamente explicando, pelo menos em parte, que depois de um ano de aumentos em relação ao mês anterior, o preço do leite de outubro tenha sido inferior ao de setembro”.
“O aumento nominal do preço do leite cru continua enfraquecendo, pois, se de um lado os níveis atuais permitem o pagamento com base na exportação de leite em pó integral, por outro, a desvalorização cambial abaixo da inflação reduz os ganhos. Isso faz com que o preço em moeda corrente esteja caindo, enquanto que, expressos em dólares se mantém relativamente estável”, explicou o boletim em um outro trecho.
Neste contexto, as exportações de produtos continuam crescendo. Em outubro foram embarcadas 38.500 toneladas de produtos lácteos. O leite em pó integral predomina o volume exportado, com 38,2%. De janeiro a outubro totalizam 125.134 toneladas, um incremento de 9,4% em relação ao mesmo período de 2020. No segundo lugar surge o soro e seus derivados, com 17,1% do volume total exportado, ou 55.744 toneladas.
De acordo com o boletim, o mercado internacional continua firme, uma demanda ativa num contexto em que a produção dos principais exportadores não está crescendo de acordo com as expectativas.
Entre outros pontos, menciona que a relação milho/leite “melhorou levemente” durante o mês de outubro passado, como consequência da baixa do preço do cereal. “O poder de compra do milho melhorou 2,94% em outubro em relação a setembro, ficando em 1,75 kg/litro, o que representou aumento de 28,66% em relação ao mesmo mês do ano passado”.
Por outro lado, “o poder de compra para a soja caiu 1,77% na mesma comparação, alcançando 0,96 kg/litro, mas ainda assim acumula crescimento de 21,64% em relação a outubro de 2020”.
“O aumento em relação a setembro é explicado pelo reajuste de 1,48% no preço da oleaginosa. Na comparação interanual houve aumento de 39,62% no preço da soja, contra 69,83% no preço do leite, que naquela época estava com os valores claramente defasados”, destacou o boletim.
















