China – Importações de produtos lácteos
Importações/China – As importações de produtos lácteos pela China cresceram significativamente nos últimos 8 anos (exceto durante a crise de 2015) a uma taxa acumulada de 9,6% ao ano, e como pode ver no gráfico, essa tendência se intensificou.


Nos dez primeiros meses de 2021 as importações de produtos lácteos pela China cresceram 22,9% em volume de produtos, o equivalente a 16.997 milhões de litros de leite, +28% em relação a igual período do ano passado.

As importações dos produtos que representam o maior volume (50%), leite em pó e soros, cresceram 34,9% e 43,7% em volume e valor, respectivamente no período analisado. Também tiveram crescimentos significativos de 25,4% e 33,3% as importações de leites fluidos (impulsionadas pelos desnatados que são 86% da categoria). Os produtos que caíram em volume importado foram aqueles de maior valor agregado/unitário como as fórmulas infantis, lactose de uso alimentar, iogurtes e outros fermentados.

O total de importações, em dólares, cresceu 14,3% nestes 10 meses, e o valor médio da tonelada passou de US$ 3.763/tonelada , para US$ 3.499/tonelada (-7%), o que ratifica o comentário anterior: aumento das importações de commodities e queda em produtos de valor agregado/unitário. De qualquer forma, o Valor por Litro de Leite Equivalente (VLE) das importações da China é de US$ 0,74 ( O VLE das exportações totais da Argentina para todos os destinos para igual período foi de US$ 0,50/litro).
A variação das importações da China no mês de outubro em relação a setembro de 2021 caiu -5,7% em volume e subiu +3,6% em valor, evidenciando a desaceleração no ritmo de importações que vinha sendo observado.
O próximo gráfico mostra as taxas de variação das importações de produtos lácteos pela China, com os altos valores de 2021 e onde somente no mês de fevereiro foi registrada taxa negativa, já que se compara com um valor muito alto obtido no ano passado em decorrência das compras da pandemia de Covid-19. Mas em setembro e também em outubro, tal indicador também registra valores negativos. Pode-se notar na sequência de variações mensais um comportamento muito oscilante entre altas taxas positivas e valores negativos o que torna evidente que não constituem compras estáveis. Os preços internacionais, níveis de estoques, logísticas de abastecimento, produção local, oscilações cambiais, são, entre outras, as causas das variações.

Com os atuais níveis de importações, a China compra quase 25% de tudo o que é comercializado no mercado mundial de leite, que tem um volume de aproximadamente 85 bilhões de litros equivalentes, se não forem incluídas as transações entre os países membros da União Europeia (UE). O gráfico a seguir indica o VLE importado pela China na média total móvel.

“A demanda chinesa de produtos lácteos de todos os exportadores é voraz. Durante o ano, as importações do país aumentaram cerca de 30%. O pico de importação em 2020-2021 é agora maior do que o aumento em 2013-2014, que terminou com uma queda tanto na demanda de importação chinesa como nos preços mundiais dos produtos. Desta vez é diferente? Creio que sim, e assim espero. Não tenho a mesma sensação de uma bolha especulativa como da última vez, mas existem evidências de que os estoques dentro da China estão se acumulando um pouco e é esperado que a demanda possa cair”, disse Nate Donnay do Dairy Foods and Beverages.
A China é o principal importador de Leite em pó Integral e seu principal fornecedor é a Nova Zelândia que ostenta 89% de participação desse produto para o gigante asiático, no período janeiro-outubro de 2021.

Da mesma forma, a China está longe de ser o principal importador de manteiga, butter oil, leite em pó integral e desnatado, assim como de soro de queijo para consumo animal. Ainda não tem uma importação tão alta de queijos devido aos hábitos de consumo, mesmo que exista a tendência de ocidentalização dos hábitos. Assim, não há um grande consumo, embora venha apresentando um franco crescimento.
















