Argentina – Seca prolongada provoca queda de até 65% na produção de leite em Missões
Produção/AR – Para este ano, a projeção é de que caia 40% a elaboração de queijos e de leite. Em Pozo Azul, cooperativas afirmam que a situação do setor é crítica.

Na região de Pozo Azul, a falta de pastos levam algumas famílias a terem que suspender a venda de leite, uma situação que vem se arrastando há três anos, com poucas chuvas. Impacta no cultivo do milho, uma segunda alternativa para alimentação dos animais.
Em alguns casos, uma família contou a El Territorio: “Na mesma época do ano passado, estávamos produzindo 120 litros de leite, e hoje apenas 25 litros por dia. É uma diferença notável e triste, já perdemos quatro animais pela seca”.
“A situação se agrava cada vez mais porque a seca pegou o milho no período da floração e perdemos tudo”, destacou Nelci Rohden, produtora de Pozo Azul.
Em outro caso, a família Sánchez, que integra a Cooperativa Agropecuária e Florestal de Paraje Polvorin em Pozo Azul, onde se encontra uma fábrica de queijos, relata situação similar. Pela redução da matéria prima, a produção de queijo caiu em mais de 50%.
“Em agosto produzíamos 70 litros de leite, e hoje, no máximo 25 por dia. Os danos às pastagens começaram com as geadas e por falta de chuvas. O pasto não se recuperou. Seria bom contar com tecnologias que nos permitisse fazer silos já que o milho não se desenvolve”, disse Rosa Ostapuck, produtora e uma das queijeiras da fábrica.
A fábrica de queijos processava entre 1.600 e 1.700 litros de leite por dia, e agora está em torno de 800.
“Não somente diminui a quantidade de quilos de queijo, mas também a qualidade do produto, porque ao não contar, os produtores, com os mesmos nutrientes para alimentação do rebanho, varia muito a acidez do leite e isso reflete no produto. A cooperativa é uma entidade que beneficia as famílias e agora, com isto, temos a necessidade de melhorar questões tecnológicas para a alimentação das vacas”, explicou a Cooperativa.
















