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China – Comércio com América Latina e Caribe atinge novo recorde em 2021, mesmo com pandemia

China – O valor total do comércio entre a China e a América Latina e Caribe registrou um novo recorde em 2021, com mais de US$ 450 bilhões, apesar das incertezas na economia mundial e as vicissitudes causadas pela pandemia de Covid-19, segundo dados publicados pela Alfândega da China.

Fonte: Fonte: People Daily – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Denys Nevozhai on Unsplash
China – Comércio com América Latina e Caribe atinge novo recorde em 2021, mesmo com pandemia

Especialistas chineses e latino-americanos indicaram que a recuperação econômica das duas partes foi a razão principal para o crescimento, acrescentando que a intensificação do intercâmbio comercial durante a pandemia reflete uma forte complementaridade.

NOVO PICO EM VALOR TOTAL

A China continua sendo o segundo maior sócio comercial da região e o comércio entre as duas partes alcançou os US$ 451,59 bilhões em 2021, registrando aumento de 41,1% em relação ao ano anterior, segundo a agência chinesa.

Yue Yunxia, diretora do Departamento de Economia do Instituto da América Latina da Academia de Ciências Sociais da China, disse que o comércio bilateral em 2021 teve um desempenho destacado, explicando que, segundo as estatísticas, por regiões, o valor total do comércio entre as duas regiões, e as exportações da China para a América Latina e Caribe tiveram o maior incremento interanual.

“A China tem sido a economia que geriu com mais eficácia toda a crise econômica gerada pela pandemia; também é a que esteve em melhores condições para continuar sendo um ativo colaborador financeiro”, destacou Maya Alvisa, professora argentina da Universidade de Salvador e especialista em temas do Extremo Oriente.

O consultor de economia brasileiro, José Mauro Delella, professor do Departamento de Administração da Fundação Armando Álvares Penteado, disse que durante a pandemia a China foi um fator importante de “sustentação e estabilização” da economia mundial e que o Brasil se apoiou nela como sócio.

COMPLEMENTARIEDADE PARA BENEFÍCIO MÚTUO

Em meados de janeiro deste ano chegou ao Chile um fornecedor de frutas secas da China, o primeiro embarque de kiwis verdes e vermelhos cultivados no país asiático, ocupando o vazio do mercado de frutas do verão do país sulamericano.

O mercado de produtos agrícolas é somente um microcosmo da complementariedade comercial entre a China e a América Latina e Caribe.

Em 2021, as exportações latino-americanas para a China alcançaram US$ 222,58 bilhões, um incremento de 31,4% em relação ao ano anterior.

Yue atribuiu o crescimento a duas vertentes: de um lado, o aumento das importações chinesas de produtos agrícolas, como soja ou carne bovina, e minerais da América Latina, e do outro, o aumento dos preços das matérias primas.

As exportações chinesas para a América Latina e Caribe alcançaram US$ 229 bilhões, aumento interanual de 52%, segundo dados da alfândega chinesa.

Yue destacou que houve incremento dos insumos do setor médico e artigos de ócio para cobrir as necessidades da população latinoamerica durante a crise sanitária.

Devido ao abrandamento da Covid-19, o aumento das atividades econômicas regionais e a recuperação do consumo da população latina, houve aumento das exportações chinesas de automóveis, produtos eletromecânicos e outros tradicionais, disse Yue.

“Como o fornecedor mais estável do mundo, a China é capaz de atender à demanda da América Latina e Caribe em vias de recuperação econômica.

Isto reflete que ambas as partes aproveitaram efetivamente das vantagens de cada um para levar adiante uma cooperação comercial mutuamente benéfica” destacou Zhou Mi, vice- presidente do Instituto de Estudos Americanos e Oceânicos da Academia Chinesa de Comércio Internacional e Cooperação Econômica, ligado ao Ministério do Comércio da China

FUTURO PROMISSOR DO COMÉRCIO BILATERAL

Pouco tempo atrás, o Banco Mundial e a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL) reduziram a previsão do crescimento econômico da América Latina em 2022. Apesar disso, Yue demonstra otimismo de que existe um futuro promissor para o comércio da China com a região.

“Como a economia latino-americana é repleta de incertezas, é preciso observar se haverá continuidade no impulso das importações da China. Mas, o mercado chinês é enorme e a demanda básica da América Latiana continuará”, avalia Yue.

“No entanto, existe um grande potencial que pode ser explorado”, afirmou Lígia Dutra, diretora de Relações Internacionais da Confederação Nacional da Agricultura do Brasil, acrescentando que para ampliar as exportações brasileiras é necessário incluir mais produtores rurais e melhorar sua eficiência.

A organização brasileira projeta ampliar a presença de produtos do setor no mercado chinês através da difusão nas redes sociais da China, proporcionar alianças de produtores brasileiros com as empresas chinesas, e promover as vendas na modalidade de comércio eletrônico.

Além disso, a epidemia aumentou a possibilidade de cooperação comercial de serviços online entre a China e a América Latina e Caribe, como consultas médicas e ensino à distância.

À medida em que a pandemia é controlada, Yue estima que, os serviços tradicionais como o turismo vão se recuperando gradualmente, o que impulsionará ainda mais o comércio entre as duas partes

Acesse aqui a matéria na íntegra

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