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Negócios Selectus nº 6308

Metaverso, a nova esquina de encontros e negócios do planeta!

Negócios - Neste artigo vou falar de como imaginamos que será o comportamento do consumidor no metaverso, e olha que esse assunto dá muito o que falar. São diversas as possibilidades e existem muitas oportunidades para quem começar a se mexer logo.

Fonte: Fonte: Mercado e Consumo | Foto de capa: Imagem de Gerd Altmann por Pixabay
Metaverso, a nova esquina de encontros e negócios do planeta!

Vamos começar contextualizando que o metaverso tem um grande leque de tecnologias que serão capazes de simular experiências do mundo real de maneira imersiva. Com o universo digital teremos a instantaneidade das mudanças. As nossas relações terão uma percepção de realidade e o metaverso trará infinitas oportunidades no campo digital.

Com o desenvolvimento do metaverso, as imagens holográficas substituirão as de avatar. Assim, todos seremos representados no mundo virtual com a mesma aparência do mundo físico, bem como as expressões faciais e a linguagem corporal serão incorporadas nesse amadurecimento das tecnologias. Muita coisa vai surgir para fazer com que a experiência imersiva no metaverso seja a melhor possível e, acreditem, não faltarão esforços financeiros para apoiar empresas na busca por tecnologias cada vez mais avançadas!

A aposta está gigante! O metaverso deve criar um ecossistema de negócios com faturamento de US$ 800 bilhões até 2024, segundo a Bloomberg.

E como o metaverso mudará a relação dos consumidores com as marcas? Quais serão os comportamentos esperados em tempos de metaverso, no curto e no longo prazos?

Quando pensamos nos consumidores, falamos principalmente das gerações Z e Alpha (nascidos a partir de 1995). Os millennials hoje dominam 40% do mercado e já sinalizam o que esperam das empresas: novas experiências, proximidade e tudo no tempo de um clique.

O metaverso deverá aproximar muito marcas e consumidores. Nesse ambiente imersivo, as marcas terão muito mais visibilidade junto aos seus consumidores e poderão usar esse palco para falar sobre os seus valores, seus propósitos e, ao mesmo tempo, levar informações e dicas que fidelizarão este consumidor carente desse vínculo e dessa grande oportunidade de diálogo.

Segundo estudo da Capgemini, 68% desses jovens preferem se relacionar diretamente com as marcas. A Nike, por exemplo, diminuiu a distribuição para priorizar plataformas próprias. “Mas isso não ameaça o varejo, e sim complementa essa jornada ao torná-lo mais sensível e aberto à inovação”, disse o especialista do setor Alberto Serrentino, fundador da Varese Retail.

Em 2030, os millennials representarão cerca de 50% da população. Como essas gerações são totalmente digitais, ou seja, não pensam mais na união da loja física com a digital como as gerações atuais, o metaverso será algo bem natural e interessante para eles. Isso, com toda certeza, vai impactar diretamente nas relações de consumo.

O comportamento que mais mudou desde o ano passado foi o tempo cada vez maior que as pessoas passam online e em mundos virtuais. Sabemos que essa mudança foi acelerada pela covid-19, que obrigou os consumidores a mudarem seus comportamentos de consumo e a abandonarem seus medos de comprarem online.

E muitos consumidores mudaram para sempre os seus hábitos – não apenas pelos cuidados com a covid, mas por comodidade. Estamos na era dos consumidores que querem receber as sacolas na porta de casa.

Os processos mudaram: as preferências e os rituais de compra dos consumidores também mudaram. Os mais medrosos aprenderam, na prática, que comprar online funciona e que podem fazer uso dessa comodidade sem prejuízos.

Com isso, muitas empresas estão mudando os seus processos de tecnologia e buscando investimentos para apoiar o metaverso. Hollywood, por exemplo, está mudando rapidamente suas produções por soluções de renderização em tempo real, como Unreal e Unity, ou desenvolvendo seu próprio motor, como a Disney fez com Helios da Industrial Light & Magic. Isso não só oferece maior flexibilidade criativa e cronogramas de filmagem mais eficientes, mas também permite que Hollywood produza “backlots virtuais”

E quais são as mudanças comportamentais no longo prazo?

Todas as mudanças acima mencionadas são muito significativas, mas nenhuma se compara ao impacto da mudança geracional.

Uma criança que tinha 4 anos em 2011 está agora bem encaminhada para a idade adulta. Esses consumidores gastam dinheiro diretamente no conteúdo.  E alguns já estão criando conteúdo. À medida que esses consumidores amadurecem, as indústrias se transformam.

Um exemplo importante é a plataforma virtual Roblox, que foi lançada em 2006. Quase uma década se passou antes que tivesse grande audiência. Outros três anos se passaram até que qualquer não jogador realmente notasse o título. Dois anos depois, foi uma das maiores experiências de mídia da história. Agora está mudando o mundo.

A geração de crianças de hoje se expressa, aprende e se socializa constantemente por meio de mundos virtuais em que podem colaborar. Esse é um caminho sem volta. As possibilidades desses mundos virtuais se expandirão. Sua facilidade de uso aumentará e o seu protagonismo também.

Essa geração é consumidora. Alguns são criadores de conteúdo, mas ainda não temos líderes de negócios, mas eles serão. E vão realizar mudanças transformadoras.

O metaverso está logo ali e, como diz Thomas Frey: “ao mudarmos a visão de alguma pessoa sobre o futuro, nós também mudamos a forma como ela toma suas decisões hoje”.

Acesse aqui a matéria na íntegra

 

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