Argentina – O aumento do preço dos produtores de leite, em 2021, foi menor do que em outros países
Preços/AR – No ano passado, o setor lácteo viveu um paradoxo. Por um lado, com uma produção acumulada de 11.533 milhões de litros, a Argentina foi o país que registrou o maior aumento de sua produção em termos percentuais. Por outro, também em termos percentuais, registrou o menor incremento interanual no preço pago ao produtor.
Isso foi registrado no boletim elaborado pelo Departamento de Economia e Leiteria, Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento do Consórcio Regional de Experimentação Agrícola (CREA), com base nos dados e informações publicados hoje pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censo (INDEC), indicando que 2021 foi o segundo ano de maior produção, atrás apenas de 2015. Houve aumento de 4% em relação a 2020.
“Esta melhora foi possível graças ao aumento da produtividade das vacas em ordenha, aproveitando as boas condições climáticas da primavera”, diz o documento.
Quanto ao preço pago ao produtor, em dólares, nos diferentes países, a Argentina foi o país com o menor aumento (+3,3%) interanual, contrariamente ao que ocorreu em outras latitudes, como por exemplo, Nova Zelândia, que registrou aumento interanual de 17,1%, a União Europeia (UE) incremento de +12,2% e Estados Unidos da América (EUA), registrando elevação de 9,5%.

Por outro lado, segundo o organismo e, com o último dado divulgado pelo Ministério da Agricultura, as vendas internas registraram redução em volume (em equivalente litros de leite) de 2,3% entre janeiro e novembro de 2021, em comparação com os mesmos meses de 2020.
O consumo, “nos primeiros 11 meses de 2021, caiu 7,2% na comparação interanual, impactado por menores vendas de leites fluidos e leite em pó (-8,7% e -12,3%, respectivamente). Quanto aos queijos, foi registrado um leve aumento de mais 4,3%”.
Em relação às exportações, o estudo detalha que houve aumento tanto em volume como em faturamento. Estas foram acompanhadas dos bons preços internacionais das commodities lácteas.
O estudo destaca, pontualmente em relação ao último mês do ano, que a variação interanual medida em litros de leite e Sólidos Úteis (SU) foi de 3,4%. “Cabe destacar que os meses com melhor desempenho produtivo em 2021 foram setembro, outubro e novembro. A comparação de dezembro de 2021/dezembro de 2020 registrou aumento na quantidade de SU de 4%. A variação intermensal (dezembro de 2021 x novembro de 2021), tanto em litros de leite como em quilos de SU, houve redução de 2,8% e 3,8%, respectivamente”, acrescenta.
Por último, a relação insumo/produto, que significa dividir o preço do insumo correspondente (grão de milho no mercado disponível) pelo preço do litro de leite pago ao produtor, no mês de dezembro de 2021 era possível comprar 1,5 quilos de milho com um litro de leite. “Esta relação é 26,6% menor do que a média dos últimos anos (1,9 quilos de milho/1 litro de leite) e 15% maior que no ano de 2020, quando foi registrada a menor relação desde 2011”, destacou o estudo.
















