Em fevereiro, valor médio da Cesta Básica aumenta em 7 das 8 cidades pesquisadas
Cesta básica - Em fevereiro, valor médio da Cesta Básica aumenta em 7 das 8 cidades pesquisadas

O valor médio da cesta de consumo básica de alimentos de fevereiro aumentou em relação ao mês anterior em sete das oito capitais analisadas mensalmente pela plataforma Cesta de Consumo HORUS & FGV IBRE, recém-lançada. Curitiba foi a única capital que apresentou queda (-0,3%) no valor da cesta básica em relação a janeiro.
As maiores altas foram registradas em Fortaleza (2,9%), São Paulo (1,5%) e Brasília (1,1%), em relação aos valores de janeiro/22, enquanto Curitiba apresentou leve retração de 0,3% no valor total da cesta básica.
Os produtos que mais contribuíram para o aumento do valor da cesta básica de Fortaleza foram Feijão (10,3%), Legumes (10%), Pão (8,8%), Farinha de Mandioca (6%) e Carne Bovina (5,7%).
A cesta mais cara foi a do Rio de Janeiro (R$ 825,30), seguida pelas de São Paulo (R$ 787,39) e Fortaleza (R$ 710,74). Por outro lado, as capitais Belo Horizonte (R$ 549,74), Manaus (R$ 593,00) e Curitiba (R$ 640,42) registraram os menores valores.
Os grupos de produtos que apresentaram aumento de preço mais expressivo na cesta básica, e em todas as capitais, foram os legumes (representados por batata, cebola e cenoura), seguidos de feijão, carne bovina, café. A farinha de mandioca também apresentou aumento expressivo em 6 das 8 capitais.
Os legumes foram o grande vilão do mês, apresentando variação de preços de até 22% em Brasília e São Paulo, seguindo a trajetória de alta dos últimos meses, pressionados pelo aumento de preço da batata, cenoura e da cebola, que tem sido impactado por fatores climáticos que prejudicaram a colheita.
A alta no preço da carne bovina tende a ser reflexo da diminuição de oferta do produto no mercado interno em função do aumento da demanda internacional pelo produto e pelo volume recorde de exportações, especialmente para a China, nos 2 primeiros meses do ano.
Os problemas climáticos também têm sido o principal motivo de aumento de preço do feijão e do café, devido à quebra de safras e consequente redução da oferta no mercado. tanto pela seca nas lavouras do Sul, quanto pelo aumento das chuvas que geraram perdas em Minas Gerais e na Bahia. Além disso, a demanda global por café continua em alta e a valorização do dólar tem sido um incentivo para exportação, empurrando ainda mais para cima os preços no mercado interno.
Alguns produtos também apresentaram redução de preço. É o caso do arroz, frango, carne suína e linguiça, que apresentaram queda no preço médio em diversas capitais.
A variação acumulada no valor da cesta básica, nos últimos 6 meses, foi diferente entre as capitais, variando de 5,6% em Belo Horizonte e alcançando 15,6% em Curitiba.
Quando se considera a cesta de consumo ampliada, que inclui bebidas e produtos de higiene e limpeza, além de alimentos, houve um aumento no valor médio em todas as oito capitais analisadas, em relação ao mês anterior. As capitais que apresentaram valores mais altos da cesta ampliada foram Rio de Janeiro (R$ 1.691,55), São Paulo (R$ 1.650,99) e Fortaleza (R$ 1.456,67). As maiores altas no valor da cesta ampliada foram registradas em Fortaleza (3%), Salvador (1,5%) e São Paulo (1,5%).
Na cesta ampliada, destaca-se a elevação de preços de produtos de diferentes categorias, como verduras (alface, couve e repolho), iogurte, massas instantâneas, enlatados e conservas e sabonete. As verduras despontam, assim como os legumes, com altas variações de preços, impactadas pelos fatores climáticos, aumentando em até 18% em Belo Horizonte e Curitiba.
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