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Indicador de Registros de Inadimplentes sobe

Inadimplentes - O número de registros de inadimplentes subiu 1,4% na comparação mensal dos dados dessazonalizados entre os meses de janeiro e fevereiro, de acordo com dados da Boa Vista, que abrangem todo território nacional.

Fonte: Fonte: Investimentos e Notícias | Foto de capa: Imagem de Michal Jarmoluk por Pixabay
Indicador de Registros de Inadimplentes sobe

O aumento vem após recuo de 0,7% em janeiro na mesma base de comparação. Na comparação do trimestre móvel encerrado em fevereiro contra o trimestre móvel imediatamente anterior, o indicador aponta alta de 7,9% na série de dados dessazonalizados, corroborando a tese de que a queda observada em janeiro fora passageira.

Na comparação interanual o avanço foi mais expressivo, de 24,1%, e o resultado acumulado em 12 meses, que encerrou o ano passado apontando queda de 4,3%, enfim cruzou a linha e agora registra alta de 4,7%. Desde abril de 2020 não se via a curva de longo prazo do indicador no campo positivo, quando do início da pandemia seguido das postergações e dos auxílios do governo que contribuíram, na época, para reduzir a taxa de inadimplência das famílias apurada pelo Banco Central. Agora, o cenário é outro e a curva tende a se manter neste campo por um bom tempo.

A expectativa é de que o indicador continue num ritmo de forte aceleração ao longo do primeiro semestre e de que no segundo esse ritmo seja mais tímido. Lembrando que no mesmo período do ano passado a curva encontrou um ponto de inflexão e começou a desacelerar a queda. No mais, vale ressaltar que a inflação continua pesando sobre o orçamento das famílias e nos próximos meses isso tende a ganhar ainda mais relevância devido aos prováveis efeitos inflacionários sobre alimentos e combustíveis decorrentes do conflito no leste europeu entre Rússia e Ucrânia. Isso pode, inclusive, pressionar os juros ainda mais para cima.

Já o Indicador de Recuperação de Crédito avançou 3,5% na comparação mensal e 1,0% no trimestre móvel encerrado em fevereiro contra o trimestre móvel imediatamente anterior. Na análise acumulada em 12 meses, o crescimento do indicador passou de 4,1% em janeiro para 5,1% no resultado de fevereiro, contando com a elevação mais expressiva de 17,2% em fevereiro na comparação interanual.

Assim como fora observado no mês de janeiro, parte dessa recuperação também se deve ao aumento no fluxo de inadimplentes. Naturalmente, as famílias buscam renegociar seus débitos vencidos para se manterem livres de restrições no mercado de crédito, ainda mais num momento economicamente delicado e incerto. Se antes o cenário já era assim, em nada ele melhorou nos últimos dias.

Acesse aqui a matéria na íntegra

 

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