Uruguai - Leve queda no valor dos lácteos
Preços/UR – Depois de quatro aumentos consecutivos, ocorreu a primeira queda do Índice dos lácteos na plataforma GDT da Fonterra -0,9%), desde o início do ano.

No segundo evento da neozelandesa de laticínios do mês de março, o preço médio foi de US $5.039 por tonelada.
O leite em pó integral, o principal produto exportado pelo Uruguai, fechou em US$ 4.596, queda de 2,1%. O leite em pó desnatado teve aumento de 1,6% e fechou a US$ 4.545. A manteiga também caiu 1,98%, fechando a US$ 6.958 a tonelada.
Em relação a isso, Justino Zavala, integrante da Associação dos Produtores de Canelones, disse que “era esperada” alguma oscilação no meio de tantas incertezas mundiais, embora os fundamentos dos preços “continuem vigentes” com o desencontro entre a oferta e a demanda.
Segundo o Instituto Nacional do Leite (Inale) “são certas” as incertezas generalizadas ao nível da economia global gerada pela guerra entre a Rússia e a Ucrânia, que vão desde incertezas nos embarques para o país dirigido por Putin, incertezas em relação aos pagamentos, sobre como se desenvolverá o comércio no futuro próximo, no aumento dos preços dos grãos, do petróleo e dos fertilizantes, entre outras.
Nos últimos 10 anos as exportações do Uruguai para a Rússia foram em média de US$ 70 milhões; e em alguns anos superam os US$ 100 milhões. Assim, a Rússia representa 10% do valor das exportações de lácteos do Uruguai.
Os principais produtos de exportação, e sua participação no total das exportações tem sido a manteiga, com US$ 39 milhões (53%); queijo, US$ 16 milhões (22%); leite em pó integral, US$ 12 milhões (17%); leite em pó desnatado, US$ 4,5 milhões (6%); e soro em pó, US$ 0,8 milhões (1%).
Perspectivas
Em 2021, a produção de leite no mundo ficou estagnada. A demanda de importações pela China cresceu em outros países asiáticos. O Brasil, como um dos principais sócios comerciais do Uruguai, reduziu o valor de suas importações. Os preços internacionais cresceram e se encontram em níveis que não eram vistos desde 2014.
Para 2022, diversos analistas internacionais destacam que os preços continuarão altos no primeiro semestre (assim o indicam os preços futuros das principais commodities lácteas), mas ver com clareza o desempenho do mercado não é possível. Fica difícil visualizar o desempenho no curto prazo a partir de tanta volatilidade que já estava presente, antes do conflito entre Ucrânia e Rússia. Adicionam-se agora os bloqueios, os efeitos econômicos, sociais, políticos, que estão sendo observados e que provocam uma dinâmica inesperada.
















