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Destaque Selectus nº 6338

Ainda em alta, custos seguem pressionando as margens da atividade leiteira

Custo de produção - O COE (Custo Operacional Efetivo) da pecuária leiteira registrou novo avanço em fevereiro, de 0,76% na “Média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP). Assim, em 2022, os custos de produção já acumulam alta de 2,39%, contexto que segue pressionando a margem da atividade leiteira nacional.

Fonte: Fonte: Cepea-Esalq/USP | Foto de capa: Imagem de Wolfgang Ehrecke por Pixabay
Ainda em alta, custos seguem pressionando as margens da atividade leiteira

Os grupos de custos que mais pesaram sobre os custos no segundo mês do ano foram os de “sementes forrageiras”, com elevação de 2,69%, de “suplementos mineiras” (+1,58%), de “adubos e corretivos” (+1,34%) e os de “concentrados” (+0,87%). Dentre os estados acompanhados pelo Cepea, os maiores incrementos nos custos foram registrados em São Paulo (de 3,42%) e no Rio Grande do Sul (de 2,39%). 

Para os suplementos minerais, que podem representar até 4% dos custos de produção das propriedades leiteiras, os aumentos sucessivos nos preços dos fretes e dos fosfatos continuam sendo os responsáveis pelos reajustes nas cotações do insumo nas casas agropecuárias. Nos estados pesquisados, a Bahia apresentou maior valorização da suplementação mineral, com alta de 8,65%, seguido por Santa Catarina, com elevação de 5,53%, e pelo Paraná, com aumento de 2,13%. 

Os adubos e corretivos tiveram valorização de 1,34% em fevereiro na “Média Brasil”, destaque para as bacias leiteiras dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde os ajustes foram de expressivos 11,62% e 9,82%, respectivamente. A alta generalizada dos fertilizantes é resultado da contínua restrição de oferta das matérias-primas essenciais (como potássio, fosfato e ureia). Após o início da invasão militar russa na Ucrânia e as severas restrições econômicas impostas à Rússia, parte dos colaboradores suspendeu suas listas de preços para esses insumos. 

Para os concentrados a alta observada na “Média Brasil” foi de 0,87% em fevereiro, impulsionada sobretudo pelo movimento observado em São Paulo. A instabilidade mundial, devido ao recente conflito, fez com que os preços internacionais dos grãos se elevassem em 2022, apesar dos avanços na colheita da safra brasileira. De janeiro para fevereiro, o valor médio da saca de soja avançou 8,5% (Indicador ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá/PR) e o do milho, 0,8% (Indicador ESALQ/ BM&FBovespa, Campinas/SP)

Por Caio Monteiro- Boletim do leite Março 2022

Acesse aqui a matéria na íntegra

 

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