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Especiais Selectus nº 6341

Colômbia – Lactosoro continua sendo uma dor de cabeça para o setor leiteiro

Lactosoro – “Colanta mantém sua política de não importar leite e fabricar seus produtos com leite 100% colombiano, procedente de seus associados e produtores”, disse Sergio González Villa, gerente da cooperativa, que questionou as importações de lactossoro e o uso que está sendo dado a este produto.

Fonte: Fonte: Portalechero - Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: https://colanta.com/corporativo
Colômbia – Lactosoro continua sendo uma dor de cabeça para o setor leiteiro

Segundo as contas da empresa, em 2021 entraram no país 8.980 toneladas de lactossoro, registrando uma queda de 34,1% em relação a 2020. Em parte, esse decréscimo obedeceu à participação da Colanta na oferta à indústria nacional para a preparação de produtos para o consumo humano e animal.

Sem dúvida, comentou González, é evidente o crescimento do consumo de tal produto, o lactossoro, somando as importações e a produção nacional.

“Perguntamos então, se a Colanta abastece grande parte da indústria. Que destino está sendo dado ao produto importado? Então a Colômbia continua utilizando o lactossoro importado para misturá-lo ao leite fresco e vender aos consumidores como bebidas lácteas de baixo custo e, em muitos casos, como leite puro, e desta forma estar enganando os consumidores”, observou a cooperativa, que realizou sua assembleia anual na quarta-feira passada.

Neste contexto, a companhia fez um novo pedido às entidades de vigilância e controle, para que adotem ações que evitem o inadequado uso deste produto nos leites fluidos e no leite em pó.

Menos leite

O ano anterior representou inumeráveis desafios para a Colanta, e suas atividades estiveram permeadas por fatores macroeconômicos que alteraram a normalidade do mercado como o alto custo dos fertilizantes e os concentrados, impulsionados pelo exagerado preço do milho e da soja.

A empresa cooperativa não ficou alheia à diminuição verificada no setor leiteiro na captação formal de litros por dia, pois o total da indústria decresceu 6,8% em relação a 2020, passando de 9,14 milhões de litros para 8,52 milhões, segundo informação da Unidade de Acompanhamento de Preços do Ministério da Agricultura.

Em Colanta a captação foi reduzida em 3,4%, ressaltou o gerente que a participação da cooperativa no mercado foi incrementada, posto que as outras empresas decresceram em aproximadamente 8%.

Adicionalmente, foram exportadas 2.525 toneladas de lácteos pelo valor de US$ 8,1 milhões, participando com 25% do total dos lácteos exportados para outros países, principalmente no primeiro semestre quando se encontrava com estoques elevados decorrente do excesso de oferta de leite em 2020.

Carne

No ano passado a oferta de gado bovino continuou caindo sem ser suficiente para abastecer o mercado colombiano e cumprir com os compromisso de exportação a nível mundial, causando uma redução na disponibilidade de animais para corte em 9 pontos, passando de 94% para 85% do total beneficiado no país, entre 2018 e 2021.

“Uma contração desta dimensão impacta necessariamente nos preços e explica em grande parte, a alta de 40% no preço do gado gordo em relação ao ano anterior e o preço da carne ao consumidor na Colômbia”, explicou González.

Em relação à carne suína, o benefício em cabeças cresceu 3,8% em 2021; as importações e subprodutos subiram 72,8%, passando de 76.050 toneladas em 2020 para 131.443 toneladas em 2021.

O consumo desta proteína incrementou 14,4%, de 544.478 toneladas em 2020 para 622.676 toneladas em 2021. A suinocultura nacional tampouco ficou alheia às flutuações no preço do dólar e a crise dos contêineres, que fez com que os colombianos pagassem mais caro pela carne suína, a qual se havia transformado em substituto da carne bovina diante dos preços elevados.

As vendas

O gerente da Colanta ressaltou que durante 2021 a companhia obteve faturamento de 2,91 bilhões de pesos colombianos, o que representou crescimento de 15,98% em relação a 2020, quando o faturamento foi de 2,51 bilhões de pesos.

“Esta cifra reflete a capacidade econômica que tem a cooperativa para atender o mercado lácteo e de carne com excelente qualidade de seus produtos e serviços com matérias-primas do campo colombiano”. Explicou.

Quanto ao lucro, explicou que houve queda de 75,44% em relação a 2020, passando de 10.170 milhões de pesos para 2.497 milhões de pesos.

“Consideramos que foram números muito bons porque conseguimos superar a grave crise leiteira, pagamos dividendos a nossos associados, o preço do leite ao produtor foram os de mercado, mantivemos os empregos e no final o resultado foi positivo, pois atingiu os objetivos que são perseguidos por um setor de economia solidária”, concluiu o gerente da Colanta.  

Acesse aqui a matéria  na íntegra

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