Evolução da produção mundial de leite – Janeiro de 2022
Produção mundial – Apresentamos um quadro com um grupo selecionado dos principais países produtores e importadores que representam emtorno de 60% da produção mundial de leite de vaca, no qual pode ser observada uma queda de 1,52% em janeiro de 2022, quando comparado com o mesmo mês de 2021.


A União Europeia (UE), que vinha com valores negativos no acumulado dos 7 primeiros meses de 2021, registrou uma leve recuperação entre outubro e dezembro, mas voltou a ter desempenho negativo. A perda de volume nos Estados Unidos da América (EUA) e UE, pela sua alta representatividade dentro da produção mundial, são determinantes para o nível de evolução do conjunto.
A Argentina, começa o ano como a maioria dos países produtores de leite, com queda de 0,9% que foi revertida no mês de fevereiro (+1,2% no bimestre-janeiro e fevereiro de 2022). Cabe lembrar que a Argentina foi quem apresentou as maiores taxas de crescimento em 2020 e 2021 (7,4% e 4%, respectivamente).

As previsões dos principais analistas setoriais a nível mundial, projetam menores níveis de produção em 2022.
Perspectivas de produção mundial em 2022
Rabobank: espera-se queda contínua na produção de leite do primeiro semestre de 2022 nas 7 principais regiões exportadoras, diante de uma elevada base de comparação que foi a produção do ano passado, e uma leve recuperação no segundo semestre e até o primeiro semestre de 2023.
Projeta um crescimento interanual positivo no terceiro trimestre de 2022, que se prolongará até o final do ano, para garantir um crescimento interanual de 1,1% no segundo semestre de 2022.
EUA – Dairy Business: Os elevados custos de alimentação e energia impactarão rapidamente na produção de leite. No passado, os produtores teriam entupido seus celeiros para produzir leite a US$ 0,50/litro. Mas provavelmente pensarão duas vezes antes de colocar uma vaca para comer milho a US$ 0,50/kg. Os custos de alimentação e energia são ainda mais altos na Europa, o que desestimula ainda mais o crescimento da produção no continente.
AHDB Dairy – Grã Bretanha: A perspectiva para a oferta mundial de leite é de um crescimento mínimo, apesar do elevado preço ao produtor, já que os custos dos insumos pressionam as margens dos produtores.
Dairy Market Report – Federação Nacional dos Produtores de Leite dos EUA (NMPF): A expectativa é de que queda da produção de leite e o aumento nos custos registrados na cadeia láctea em 2021 continuem em 2022, mantendo os valores em níveis que não eram vistos desde 2014, em decorrência da menor produção de leite, preços altos e redução do consumo interno. A queda do número de vacas leiteiras é um fator importante atrás da queda de produção.
Dairy Reporter – Reino Unido: Além dos aumentos de custos, a produção cairá 1,3% e isso já é uma base inferior à produção de 2021. Para muitas fazendas, o fluxo de caixa será negativo nos próximos meses, pois os custos aumentam mais rápido do que o preço do leite.
MilkPoint/IBGE – Brasil: Para este 1º trimestre de 2022, a tendência é de nova queda na captação de leite. Os efeitos dos custos de produção, associados à persistência de impactos climáticos adversos, podem levar a uma variação mais negativa do que a observada historicamente, reduzindo a disponibilidade de leite no mercado interno.
















