Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da Europa - Relatório 13 de 31/03/2022
Leite/Europa – Há um consenso no setor lácteo da Europa Ocidental, e a preocupação unânime, entre produtores e processadores, é de que não há leite suficiente para atender confortavelmente à demanda.

Uma das razões é a tendência de declínio no número de vacas em alguns dos principais países produtores, decorrente principalmente dos elevados custos de insumos.
Na Alemanha, fontes descrevem que houve estagnação. O início de 2022 ficou abaixo dos níveis de 2021 nesse mesmo período. A mesma expectativa está sendo percebida na França.
O recente clima frio afetou ainda mais o crescimento sazonal da produção na Alemanha. Estimativas não oficiais estimam aumento de +0,1% de uma semana para outra até meados de março. Isso fez com que as estimativas de produção de leite ficassem 1,9% abaixo da produção registrada um ano atrás. Na França, a queda pode ser de 1,7%.

Em alguns países, no entanto, o rebanho aumentou. E como ocorreu no ano passado, o número de vacas na Irlanda cresceu 3,4%. Embora a Espanha não seja um dos grandes produtores de leite da Europa Ocidental, fontes estão preocupadas com a continuação da greve dos caminhoneiros, que foi deflagrada para protestar contra o aumento do preço dos combustíveis. Os bloqueios se expandiram pelas estradas e os protestos chegaram aos portos, zonas industriais e comerciais. Algumas fábricas agora estão fechadas. Isso reduziu ou interrompeu a distribuição de leite em muitas partes do país.
A produção de queijo na Alemanha continua sendo um desafio, diante da alta demanda e a expectativa é de que deve aumentar ainda mais, enquanto a produção está abaixo da capacidade instalada das fábricas.
O lento crescimento sazonal da produção de leite limita a fabricação de queijo. E ainda surgem dois novos desafios: a falta de motoristas e os custos elevados do transporte de queijos para o mercado. As cotações dos queijos na Europa Ocidental crescem. Fontes relatam que os preços cobrados pelas fábricas de queijo estão significativamente mais elevados.
Na Europa Oriental existem relatos de aumento do número de vacas de leite. Os registros foram constatados na Eslovénia, Chipre e República Checa. O relatório da entidade ZMB diz que o número de vacas na Hungria subiu 13,9% em relação a um ano atrás. Alguns desses países procuram importar mais produtos lácteos para ajudar na alimentação dos refugiados da Ucrânia.

















