Fonterra espera preços firmes
Preços – Os preços do GlobalDairyTrade (GDT) do dia 5 de abril voltaram a apresentar uma leve baixa, e a expectativa é de que se sustentem nesses níveis no médio prazo.

Levando em conta os aumentos ocorridos no início do ano, era de se esperar uma correção como esta.
O mercado, no entanto, não acredita que as condições da oferta global sejam superadas rapidamente. Parece que a queda da produção mundial de leite sustentará os preços mundiais dos produtos lácteos nos próximos meses.
Os problemas relacionados ao clima, os elevados custos de produção ou em crescimento, as interrupções persistentes decorrentes do Covid-19 fizeram com que a oferta de leite tenha sido pior do que o projetado no último trimestre de 2021.
Agora se espera que a produção caia 0,7% na primeira metade de 2022, assegurou o último boletim do Rabobank.
“A má qualidade das pastagens afeta negativamente a produção de leite na União Europeia (UE) e Estados Unidos da América (EUA). Em alguns casos, os produtores de leite estão maximizando os ganhos, não a produção, já que consideram o aumento dos custos de alimentação”, disse o mesmo relatório.
“Depois de crescer 4% em 2021, apesar de uma série de desafios na cadeia de abastecimento, agora antecipamos que as exportações mundiais de produtos lácteos estarão em desaceleração em 2022, já que a escassez de oferta afeta significativamente o excedente exportável das principais regiões exportadoras de produtos lácteos”.
Por isso, a Fonterra confirmou o preço do leite em suas provisões de 2022, e o diretor executivo, Miles Hurrell, disse que isto mostrava que a cooperativa estava funcionando bem: “Temos o prognóstico de que o preço do leite ao produtor será mais alto, estamos pagando dividendos e nossos ganhos estão sendo obtidos em um momento em que o preço do leite está muito alto”, disse.
A Fonterra continua atenta a possíveis retornos de focos de Covid na China, já que o país enfrenta a maior quantidade de ondas desde o ano de 2020. A maioria dos casos novos se encontram na província de Jilin, no nordeste da China, enquanto que surtos menores afetam as principais cidades como, Pequim, Xangai e Shenzhen.
É possível que um surto cause mais dores de cabeça no transporte do que problemas com a demanda, dado que existe um grande incentivo no país para que a população consuma mais produtos lácteos por questões de saúde e as preocupações do governo sobre a segurança alimentar.
O último argumento é a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, com preços de grãos e combustíveis muito acima das médias históricas.
Conseguir leite no mundo não será fácil.
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