NZ – Economistas preveem queda recorde da produção de leite nesta temporada
Produção/NZ – Os níveis de queda da produção na Nova Zelândia e em outros países podem impulsionar os preços do leite no início da próxima temporada, dizem economistas do banco Westpac.

Em uma avaliação do setor lácteo depois do GlobalDairyTrade desta semana, o economista sênior do banco Westpac, Nathan Penny, disse que elevou em 10 centavos a previsão do preço do leite para esta temporada (que termina no final do próximo mês), que pode chegar a NZ$ 9,60/kgMS, [R$ 2,40/litro]. Também subiu de NZ$ 8,50/kgMS para NZ$ 9,25/kgMS, a previsão do preço no início da próxima temporada.
A cooperativa Fonterra, projeta um preço de NZ$ 9,60/kgMS, mesmo preço agora previsto pelo economista da Westpac.
Penny avalia que a produção poderá ter queda de 4,75%, um percentual acima da previsão anterior que era de 3%. Se sua avaliação se confirmar, Penny diz que será a maior queda registrada de uma temporada para outra, e 1,2% acima do recorde anterior.

Um preço do leite ao produtor de NZ$ 9,60/kgMS também será um recorde, já que o maior valor registrado antes foi de NZ$ 8,40/kgMS. em 2013-14.
O economista vê um preço “estruturalmente” mais alto para o produtor. Os ciclos de queda dos preços do leite ficaram para trás. E, a menos que haja um grande relaxamento nas regulamentações e conformidades em torno do uso da terra, em particular, o preço do leite subiu estruturalmente”, diz ele. Possivelmente a média será de NZ$ 8/kgMS a longo prazo, a partir de agora”. Os custos aumentaram estruturalmente.
Penny diz que as oscilações anteriores estavam atreladas à produção global de leite. Na Nova Zelândia, a produção subiu 11% na temporada 2013-14, e mais 4% na temporada seguinte.
As conversões para fazendas leiteiras sustentaram o aumento da produção naquele período. Por exemplo, entre 2007 e 2016, o número de vacas leiteiras aumentou em mais de um milhão de cabeças. E o uso de outros insumos como terra, ração e fertilizantes também aumentou.
“Mas nos últimos anos, a indústria de laticínios consolidou o ponto de uso da terra e de alguns outros insumos, que atualmente caíram.
“De fato, o rebanho leiteiro diminuiu em 400.000 cabeças entre 2016 e 2022. As razões para a consolidação são variadas. Regulamentos e conformidades, competição por recursos para outros usos, falta de trabalhadores e aperto do crédito são alguns dos principais motivos. Mas, essencialmente, ficou muito difícil fazer a conversão de terras para uso na produção de leite”, disse Penny.
“Como resultado, a produção de leite pode não responder rapidamente (ou na magnitude necessária) para enfrentar os preços. Acredito que a produção poderá se recuperar em 3% na próxima temporada, depois dessa queda de 4,75%. Em outras partes do mundo, a produção também deverá voltar aos níveis de 2020/21 em algumas temporadas”.

















