Pular para o conteúdo
TerraViva TerraViva®O site do agronegócio do leite desde 1995
Piracanjuba
Especiais Selectus nº 6357

Rabobank – Oferta de leite sob pressão na Oceania

Mercados – A situação da oferta de leite em diversas regiões exportadoras continua fraca, com queda acentuada na produção da Oceania.

Fonte: Fonte: Rabobank – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Imagem de Michel van der Vegt por Pixabay
Rabobank – Oferta de leite sob pressão na Oceania

A produção de leite na Nova Zelândia caiu 8,2% na comparação anual em fevereiro de 2022, enquanto no mesmo período, houve queda de 6,1% na Austrália. O fluxo de leite nos Estados Unidos da América (EUA) também foi fraco, e -1% foi a variação na comparação anual, em fevereiro. Mesmo mês em que o número de vacas em ordenha caiu significativamente no país, na comparação com o ano anterior, apesar do crescimento de 3.000 cabeças em relação a janeiro de 2022.

Na União Europeia (UE) também houve queda na produção de leite em janeiro de 2022 (-0,7%) na comparação anual, embora a taxa de declínio tenha sido menor do que no mês anterior.

Os preços do leite nas fazendas procuram acompanhar as elevadas cotações das commodities em todo o mundo, com mais potencial de aumento em algumas regiões. Ainda assim, o aumento dos custos dos insumos, a falta de trabalhadores, climas adversos, e da qualidade e dos preços variáveis da ração continuam limitando a resposta da produção pelos produtores. A produção de leite da Nova Zelândia provavelmente terminará a temporada bem abaixo da temporada anterior, já que na Ilha Sul ainda esperam por chuvas significativas e parte de Waikato também aguarda um copo d’água.

A pressão inflacionária está incontrolável em todo o mundo, com expectativas cada vez piores. Os preços das commodities lácteas provavelmente permanecerão elevados até meados do ano em meio à oferta limitada. A perspectiva de longo prazo depende do comportamento do consumidor e da normalização das condições do mercado, ambos fatores muito imprevisíveis.

O que observar

Lockdowns na China estão sendo realizados por conta de novos surtos de Covid-19. Bloqueios mais severos em regiões com surtos identificados provocaram interrupções na distribuição de necessidades diárias, no curso normal de negócios, de operações e dos serviços de alimentação. Na China, que foi o primeiro país a entrar em uma fase de recuperação, o setor de serviços ainda não recuperou os níveis de 2019 de maneira sustentável. Sem a retirada imediata da política restritiva “Tolerância Zero à Covid” o consumo continuará ofuscado.

Pressão inflacionária

Muitas famílias enfrentam pressões do custo de vida. A questão está chamando a atenção da mídia. A inflação dos alimentos é um componente chave da inflação geral que afeta a economia global. Enquanto os consumidores observam a alta no preço dos alimentos, é possível que outros reajustes ainda estejam por vir. É importante observar como serão os gastos efetivos com alimentos nos próximos meses, dado que houve um salto significativo em muitos produtos de consumo.

A política de tolerância zero à Covid da China continua interrompendo o mercado local de alimentos. Uma onda Ômicron no mês de março, incluindo importantes regiões econômicas, fez com que houvesse medidas rigorosas de contenção. Como  resultado, os canais de serviços de alimentação foram severamente impactados, com indicadores de março de 2022 apontando para o desempenho mais fraco desde o início da pandemia.

Acesse aqui a matéria na íntegra

G100
Publicidade
Tirolez
Publicidade
Arla Foods Ingredients