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Especiais Selectus nº 6372

Uruguai – A produção de leite vai bem, mas o conflito é preocupante

Produção/UR – Ainda que os produtores de leite não estejam enfrentando maiores problemas, ajudados por um clima favorável para as vacas e pastagens, os produtores estão muito preocupados com as medidas dos sindicalistas na Conaprole, que está provocando um conflito entre a cooperativa e os empregados.

Fonte: Fonte: El País – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Julián Amé on Unsplash
Uruguai – A produção de leite vai bem, mas o conflito é preocupante

As ações tomadas pelos trabalhadores da Cooperativa Nacional de Produtores de Leite (Conaprole) distorcem a produção, geram desabastecimento de produtos no comércio local e afetam o consumidor.

“Estamos muito preocupados porque é um conflito em que todos perdem. Perdem os produtores, os trabalhadores têm menos horas trabalhadas e a Conaprole perde vendas”, explicou Justino Zavala, diretor do Sindicado dos Produtores de leite de Canelones.

O problema está na reivindicação de aumento salarial de 40% para o setor dos mecânicos, para o qual os sindicatos dos produtores de leite pedem aos trabalhadores da indústria de laticínios que mantenham a sanidade. Enquanto isso, as negociações continuam sem progredir.

Poucos dias atrás, o presidente da Associação Nacional dos Produtores de Leite (ANPL), Leandro Galarraga, disse que os produtores estão “indignados” com o conflito porque “não existe uma multinacional, mas sim indústrias e cooperativas uruguaias, que estão nas mãos de pequenos produtores que nos vêem como reféns e agora também dos lojistas, dos distribuidores que estão mandando o pessoal para o seguro-desemprego por medidas injustificadas”, disse o dirigente.

Por sua vez, lembrou que “em janeiro foi iniciada uma negociação nos Conselhos Salariais onde a Câmara da indústria do leite concordou com uma recuperação salarial de 2%”. No entanto, agora o sindicato Conaprole exige uma área de manutenção tenha aumento de 40%, o que os produtores entendem ser injustificado, já que seu salário “supera amplamente o salário mínimo nacional”.

Por outro lado, a captação de leite é boa, mas está abaixo do volume registrado no ano passado a esta altura do ano, reflexo da saída da Olam, empresa neozelandesa, do mercado uruguaio (eram 20.000 vacas).

O clima continua ajudando o setor lácteo uruguaio, mas os produtores estão preocupados porque não existe anúncio de chuvas para o resto do mês de maio.

“Estamos em um momento do ano onde não existe uma demanda do tempo muito importante, não houve geadas ou foram poucas, mas é preciso alguma chuva para que o azevém e a aveia continuem a brotar vigorosamente. Ao mesmo tempo, os campos precisam de chuva para ajudar em um novo crescimento”, comentou Zavala.

Os produtores também acompanham de perto os custos, que continuam subindo, principalmente no que diz respeito ao preço dos grãos, concentrados e fertilizantes, insumos básicos para poder produzir.

Os preços internacionais dos lácteos pararam de subir e iniciaram uma outra queda que, embora leve, voltou a ser motivo de preocupação. Os leilões mensais da Fonterra, empresa de referência para os preços internacionais, apresentaram quatro quedas consecutivas devido à ausência da China do mercado e da logística.  

Acesse aqui a matéria na íntegra

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