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Economia Selectus nº 6377

Superávit da balança comercial de Minas recuou 21,34% em abril

Balança/MG - O saldo da balança comercial mineira continua em trajetória de queda. O superávit de R$ 1,82 bilhão apurado em abril foi 21,7% menor que os R$ 2,31 bilhões registrados na mesma época do ano passado.

Fonte: Fonte: Diário Do Comércio | Foto de capa: Imagem de Andi Graf por Pixabay
Superávit da balança comercial de Minas recuou 21,34% em abril

No acumulado dos primeiros quatro meses de 2022, a diferença entre as vendas e as compras externas realizadas pelas empresas mineiras foi 6,6% menor que no primeiro quadrimestre do exercício passado. De janeiro a abril deste ano, foram R$ 7,07 bilhões contra R$ 7,57 bilhões em 2021.

O aumento das importações em maior ritmo que o das exportações permanece como justificativa para o menor superávit do comércio internacional de Minas Gerais. A valorização das commodities decorrente da guerra na Ucrânia também continua contribuindo para o resultado, já que os bens primários com cotação internacional, especialmente os minerais e agrícolas, dominaram, mais uma vez, a pauta de exportações do Estado e também tiveram destaque nas importações.

Mas, de acordo com o analista de negócios internacionais da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Alexandre Brito, o grande destaque ficou com o minério de ferro – principal produto comercializado ao exterior por Minas Gerais. O insumo siderúrgico teve sua participação bastante reduzida nas receitas tanto em abril quanto nos quatro primeiros meses de 2022.

“Isso se deveu, possivelmente, ao lockdown na China, em função dos novos casos de Covid. Além disso, o período entre janeiro e abril normalmente é marcado pela negociação entre mineradoras e siderúrgicas e é quando são definidos os preços. Por isso, ainda não é possível tomar esses números como referência para o restante do ano. Precisamos esperar mais um ou dois meses para avaliar se há tendência ou não”, explicou.

Importações puxam balança comercial

Conforme os dados da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais (Secint), do Ministério da Economia, no ano, as exportações mineiras somaram US$ 11,844 bilhões, enquanto na mesma época de 2021 o montante foi de US$ 11,172 bilhões. Isso resultou em um crescimento de 6% entre os períodos. Já as importações de Minas saíram de US$ 3,599 bilhões no primeiro quadrimestre de 2021 para US$ 4,771 bilhões neste exercício, totalizando 32,5% de alta de um ano para outro.

Quando considerado apenas o mês passado, as exportações caíram 4,61%. Os embarques somaram US$ 3,123 bilhões no período e US$ 3,274 bilhões em abril de 2021. Enquanto isso, as compras internacionais foram de US$ 1,303 bilhão neste ano e de US$ 960 milhões em abril do ano passado – crescimento de 35%.

“No geral, estamos importando bem mais que exportando. O que é bom, pois indica que estamos comprando mais insumos, matérias-primas e máquinas porque o mercado interno está demandando”, disse Brito.

Produtos 

Em termos de produtos, o analista destacou os aumentos observados nas exportações de carnes, soja, ferro-ligas, gusa e produtos químicos. Nas importações, ele citou máquinas, carvão mineral, adubos e fertilizantes.

As exportações de minério de ferro somaram US$ 3,581 bilhões nos primeiros quatro meses de 2022. Na mesma época de 2021, foram US$ 5,219 bilhões. Isso significa baixa de cerca de 31% entre os períodos. Minas embarcou, entre janeiro e o mês passado, 39,342 milhões de toneladas do insumo siderúrgico. No mesmo intervalo em 2021, este número chegou a 42,049 milhões de toneladas. Baixa de 6,4%.

Apenas em abril, os embarques de minério de ferro totalizaram US$ 928 milhões sobre US$ 1,437 bilhão em março de 2022, apontando queda de 35%. Em volume, ao todo foram 9,464 milhões de toneladas neste ano frente a 10,785 milhões de toneladas um ano antes.

Já as remessas de café ao exterior caíram em volume, mas cresceram em receitas. Minas embarcou 614 mil toneladas de café até abril, contra 636 mil toneladas em 2021. Já em receita, a commodity rendeu US$ 3,432 bilhões sobre US$ 1,46 bilhão no mesmo tipo de confronto, elevação de 66%. No mês, o volume chegou a 133 mil toneladas e à receita de US$ 550 milhões.

Nas importações, houve impacto da guerra entre Rússia e Ucrânia nas compras de fertilizantes e hulha betuminosa, que é o carvão mineral, usado nos altos-fornos de usinas siderúrgicas, uma vez que esses são os produtos que Minas Gerais mais importa da Rússia.

No caso dos adubos e fertilizantes, Minas comprou 655 mil toneladas entre janeiro e abril deste ano sobre 845 mil toneladas nos mesmos meses de 2021 – queda de 22,4%. Já os valores passaram de US$ 216 milhões no ano passado para US$ 437 milhões neste ano. “A quantidade importada caiu, mas o valor faturado subiu. Isso reflete o aumento brutal no preço do adubo, que saiu de uma média de US$ 255 a tonelada para US$ 667 a tonelada”, comentou Brito.

Por fim, a hulha totalizou 1,176 milhão de toneladas no acumulado de 2022 contra 1,524 milhão de toneladas um ano antes. Os gastos totalizaram US$ 359 milhões neste ano e US$ 157 milhões no ano passado.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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