Pular para o conteúdo
TerraViva TerraViva®O site do agronegócio do leite desde 1995
Piracanjuba
Especiais Selectus nº 6387

Orgânico ou OGM? Especialistas explicam a linguagem dos alimentos

Linguagem dos alimentos – Os consumidores ficam constantemente diante de uma enorme quantidade de termos usados pela indústria para designar os alimentos.

Fonte: Fonte: The Dairy Site – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Zan on Unsplash
Orgânico ou OGM? Especialistas explicam a linguagem dos alimentos

Especialistas do Centro de Alimentos e Produtos Agrícolas (FAPC) da Universidade Estadual de Okalhoma (OSU) esclarecem algumas das referências mais comuns.

Orgânico

A diferença entre alimento convencional (não orgânico) e orgânico envolve a forma como ele cresce e/ou é processado. Ambos são elaborados dentro de regulamentos e diretrizes que os tornam seguros para consumo, embora os alimentos orgânicos sejam diferentes.

“Alimentos orgânicos são aqueles que utilizam processos e substâncias naturais em todas etapas de produção, enquanto os alimentos convencionais permitem a utilização de substâncias e métodos sintéticos”, disse Renee Albers-Nelson, especialista em moagem e panificação da FAPC. “Como existem muitas opiniões do que seja natural, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos da América (USDA), criou o Programa Nacional de Orgânicos (NOP), um programa de regulamentação federal para desenvolver e aplicar padrões federais para produtos produzidos organicamente e vendidos nos EUA”.

O USDA NOP inspeciona as fazendas e fábricas de processamento de alimentos para aprovar o uso do selo USDA Orgânico. Existem quatro tipos de declarações USDA Orgânico que podem ser feitas e elas são definidas pelo USDA NOP da seguinte forma:

100% orgânico – usado em rótulos de qualquer produto que contenha ingredientes 100% orgânicos.

Orgânico - Qualquer produto que contenha um mínimo de 95% de ingredientes orgânicos e até 5% de ingredientes não orgânicos.

Elaborado com ingredientes orgânicos – Produtos que contenham pelo menos 70% de ingredientes orgânicos.

Lista de ingredientes orgânicos específicos – Ingredientes orgânicos específicos podem ser listados na relação de ingredientes de produtos que contenham menos de 70% de conteúdo orgânico.

Sem glúten

Em agosto de 2013 a Administração de Alimentos e Drogas (FDA) dos EUA divulgou a definição oficial de sem glúten. Os alimentos para terem no rótulo, SEM GLÚTEN, precisam atender às normas.

Sem glúten é o alimento naturalmente sem glúten ou que não contenha ingredientes como:

1 – grãos (trigo, centeio, cevada, trigo vermelho, ou algum cruzamento desses grãos, ou

2 – Derivado de um grão contendo glúten que não foi processado para remover o glúten (farinha de trigo), ou

3 – Derivado de um grão que contém glúten e que foi processado para remover o glúten (amido de trigo) se o uso desse ingrediente resultar na presença de 20 partes por milhão ou mais de glúten.

4 – Qualquer presença inevitável de glúten deve ser inferior a 20 partes por milhão.

“Atender aos requisitos para ser sem glúten é importante para pessoas portadoras de doença celíaca, que correm o risco de vida se consumirem glúten”, disse Albers-Nelson. “Rótulos com afirmação “sem glúten” são aceitáveis quando atenderem às recomendações do FDA. Colocar ‘sem glúten” no rótulo é voluntário. Pessoas com doenças celíacas devem ler e observar os ingredientes dos alimentos com tal declaração”.

Albers-Neslon acrescenta que o termo ‘amigável ao glúten’ não é reconhecido pela FDA e não tem uma definição oficial.

“Isso não significa que um alimento seja isento de glúten ou que seja seguro para as pessoas que sofrem de doença celíaca”, acrescentou ela.

OGM

Segundo a FDA, o OGM significa organismo geneticamente modificado e é usado para descrever uma planta, animal ou microrganismo que teve seu material genético, DNA, modificado através de tecnologia. A modificação inclui transferência de DNA específico de um organismo para outro.

O Serviços de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal do USDA, a Agência de Proteção Ambiental dos EUA e a FDA são responsáveis por garantir que os produtos biotecnológicos sejam seguros como alimento para humanos e animais, bem como para o meio ambiente.

Com a promulgação da Lei Nacional dos Alimentos de Bioengenharia (NBFDS, sigla em inglês) em 2018, a partir de 1º de janeiro de 2022, indústrias, importadores e varejistas com receita anual superior a US$ 2,5 milhões serão obrigados a informar ao consumidor se um alimento ou ingrediente é produto de bioengenharia. O USDA define como alimento de bioengenharia como sendo aquele que contém material genético detectável modificado através de técnicas de laboratório. Um alimento de bioengenharia não pode ser criado através de reprodução convencional ou encontrado na natureza. Os métodos aprovados de divulgação de rótulos são orientados pelo NBFDS.   

USP Verified

A U.S. Pharmacopeial Convenction (USP) foi fundada em 1820 em Wahshington, DC, como uma organização científica sem fins lucrativos para desenvolver e disseminar padrões de qualidade para medicamentos e outras substâncias correlatas como suplementos dietéticos. Não tem qualquer força de leite. USP Verified é um programa voluntário para as indústrias. Auditorias são realizadas e se o produto receber o selo USP Verified, os seguinte requisitos foram atingidos:

O fabricante seguiu as Boas Práticas de produção da FDA.

O produto contém os ingredientes listados no rótulo, e quantidades e potências corretas.

Não contém contaminantes nocivos.

Vai se romper e liberar dentro do corpo quantidades específicas, em um tempo determinado.

Não alergênico

A menção ‘não alergênico’ não é reconhecida pela FDA e não tem base regulatória.

O uso dessa alegação implica que o alimento não contém nenhum dos oito alergênicos listados pela Lei de Alimentos Alergênicos e Proteção ao Consumidor – leite, ovo, crustáceos, nozes, amendoim, trigo e soja. Além disso, o gergelim será adicionado à lista de principais alergênicos a partir de 1º de janeiro de 2023.

“Os consumidores podem ser alérgicos a muitos outros ingredientes ou alimentos”, disse Albers-Nelson. “Insinuar que um alimento é ‘livre de alergênicos’ é um bom marketing mas uma declaração muito ampla, implicando que nenhum elemento presente poderá causa uma resposta alérgica a alguém”.

Paleo

A dieta paleo é uma referência ao Paleolítico, a ‘Idade da Pedra’ ou período da história do homem das cavernas. A teoria da dieta é que os humanos se afastaram demais do que eles supõem que seus ancestrais humanos comiam – carne de animais caçados, peixes e vegetais – e o resultado é um aumento de doenças crônicas. Os seguidores da dieta paleo não consomem grãos, laticínios, legumes e açúcar. Em vez disso, eles se concentram em carne, peixe, ovos, vegetais, frutas, nozes, sementes, ervas, especialistas e gorduras saudáveis.

Ceto

Uma dieta cetogênica, também conhecida como ceto, incentiva o alto consumo de gorduras, moderado consumo de proteínas e baixo consumo de carboidratos. Os carboidratos servem como fontes primárias de energia para os tecidos do corpo em forma de glicose. Quando disponível, a glicose não está presente ou é muito baixa, a cetogênese é iniciada para fornecer uma fonte alternativa de energia da gordura na forma de cetonas. A cetogênese reduz a necessidade do corpo de estimular o armazenamento de gordura e glicose.

“No curto prazo, a dieta ceto é efetiva para perda de peso”, diz Albers-Nelson. “mas não é considerada para uma dieta de longo prazo dado que resulta em problemas para a saúde”.

Vegetariano x Vegano

Outros termos alimentares usados com frequência incluem o vegetariano, que é uma pessoa que exclui carne, aves, peixes, frutos do mar, insetos ou subprodutos animais, como gelatina ou caldo/gordura de animais de sua dieta. Uma dieta vegana é uma continuação da dieta vegetariana. Os veganos não consomem laticínios e ovos, e também não usam subprodutos animais para alimentação, roupas ou outros propósitos.

Janice Hermann, extensionista em ciências nutricionais da OSU, disse que entender os termos e rótulos beneficia o consumidor.

“O uso do rótulo de informações nutricionais pode ajudá-lo a fazer escolhas mais saudáveis de alimentos e bebidas”, disse ela. “O rótulo de informações nutricionais e a lista de ingredientes são os rótulos mais seguros e importantes para ler e são regulamentados pelo FDA”.

Acesse aqui a matéria na íntegra

G100
Publicidade
Tirolez
Publicidade
Arla Foods Ingredients