Evolução dos preços relativos da produção de leite regional
Preços regionais - Apresentamos periodicamente a evolução do preço do leite ao produtor e dos principais insumos que afetam o setor na Argentina, Brasil, Chile e Uruguai.

Neste acompanhamento regional seguimos a evolução dos preços relativos de insumos chaves que afetam a atividade como o milho (termômetro da conta alimentação que é responsável por mais de 50% dos custos diretos), o diesel (impacta em pelo menos 15% os custos de produção), o dólar (mais de 70% dos insumos da atividade são cotados em dólares), a soja (cujo valor incide na fonte proteica do rebanho leiteiro e, em quase todos os casos, o preço de arrendamento de terra para produção. no caso chileno usamos o trigo, no lugar da soja) e o preço do leite.
Será apresentado o gráfico com a Evolução do Índice de Custos Compilados para facilitar a comparação, e também um gráfico comparativo com a evolução relativa do preço ao produtor por país. Finalmente um gráfico de insumo/produto mostrando os quilos de milho que se pode comprar com 1 litro de leite em cada um dos países, como também os valores atuais do leite e do milho ao produtor.
Janeiro de 2021 foi usado como ponto de partida da evolução relativa de preços. Os gráficos destacam o aumento do diesel em todos os casos em relação ao leite, mas bastante mais forte no Chile e no Brasil. Isto se encontra relacionado com a escalada do petróleo a nível mundial (cresceu +47% em 2022). Os custos de alimentação se mostram crescentes em todos os casos, enquanto que o preço do leite ao produtor está sendo ajustado a partir de fevereiro. No caso argentino é ofuscado pelo cenário de alta inflação (60,7%) e defasagem cambial, em comparação com o Brasil (11,7%), Chile (11,5%) e Uruguai (9,37%), o que complica a análise.




Nos próximos gráficos foi realizada uma compilação dos dados gerando o Índice de Custos e o Índice de Preços do leite em dólares. Na primeira pode ser observado que os produtores argentinos e chilenos são os que mais estão sofrendo o aumento dos custos relativos, seguidos pelos brasileiros e uruguaios, países em que o câmbio se mantém estável.

No gráfico que compara os custos de alimentação no mês de abril de 2022, a melhor relação foi a do Brasil.



















