O Índice FAO do preço dos alimentos cia pelo terceiro mês consecutivo
Índices FAO – Pelo terceiro mês consecutivo o barômetro dos preços mundiais dos alimentos caiu, conforme relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no dia 08 de julho.

O Índice FAO dos alimentos chegou ao valor médio de 154,2 pontos em junho de 2022, um recuo de 2,3% em relação a maio. O índice que acompanha a evolução mensal dos preços internacionais de uma cesta de alimentos comercializados no mercado internacional, no entanto, está 23,1% acima do índice de junho de 2021.
A baixa registrada em junho é resultado do recuo dos preços internacionais de óleos vegetais, dos cereais e do açúcar. Os preços dos produtos lácteos e da carne subiram.
“Embora o Índice FAO dos alimentos tenha caído pelo terceiro mês consecutivo em junho, ele permanece muito próximo de seu maior nível, registrado em março deste ano. Os fatores que impulsionaram para o alto os preços mundiais continuam pesando, em particular a forte demanda mundial, as condições meteorológicas adversas nos principais países produtores, os elevados custos de produção e de transporte, além das perturbações nas cadeias de suprimentos em decorrência da pandemia de Covid-19, às quais vieram se juntar as incertezas decorrentes da guerra que se desenrola, atualmente na Ucrânia”, afirmou M Máximo Torero Cullen, Economista chefe da FAO.

Índices
O Índice FAO dos preços dos cereais chegou a 166,3 pontos em junho, uma baixa de 4,1% em relação ao mês de maio. Ele está, no entanto, 27,6% acima do valor de junho de 2021. Os preços internacionais do trigo caíram 5,7% em junho, mas, ainda assim ficaram 48,5% acima dos valores de um ano atrás. O recuou constatado em junho se explica pela disponibilidade sazonal decorrente de novas colheitas no Hemisfério Norte, a melhoria das condições da cultura em alguns dos principais países produtores e a melhoria das perspectivas de produção na Rússia. Os preços internacionais dos cereais secundários cederam 4,1%, mas o valor ainda é 18,4% superior aos de um ano atrás. Os preços mundiais do milho recuaram 3,5% em razão do aumento das disponibilidades sazonais na Argentina e Brasil e da melhoria das condições da cultura nos Estados Unidos da América (EUA).

O Índice FAO de óleos vegetais chegou a 211,8 pontos em junho, registrando queda de 7,6% em relação ao mês precedente. Os preços mundiais do óleo de palma caíram sob efeito da alta sazonal da produção nos principais países produtores e o aumento das disponibilidades prevista na Indonésia. Já os preços mundiais do óleo de girassol e de soja caíram com o enfraquecimento da demanda mundial diante do aumento dos custos.
O índice FAO do preço do açúcar atingiu o valor médio de 117,3 pontos em junho, um recuo de 2,6% em relação ao mês de maio. É a segunda queda mensal consecutiva do Índice que atingiu o nível mais baixo desde fevereiro, especialmente porque as perspectivas relativas às disponibilidades mundiais são favoráveis. O baixo crescimento da economia mundial também pesou sobre a demanda e os preços internacionais do açúcar.
O Índice FAO do preço da carne chegou a 124,7 pontos em junho, ou seja, 1,7% de aumento em relação a maio. É um novo recorde e está 12,7% acima do valor de junho de 2021. Os preços mundiais de todos os tipos de carne aumentaram, especialmente a carne de aves, que com os aumentos do mês atingiram um novo recorde, pelo fato dos estoques permanecerem apertados devido à guerra na Ucrânia e o surgimento de surtos de gripe aviária no Hemisfério Norte.
Índice FAO dos Preços dos Lácteos
O Índice FAO dos preços dos produtos lácteos atingiu o valor médio de 149,8 pontos em junho, crescimento de 5,9 pontos (4,1%) em relação a maio e ficou 29,9 pontos (24,9%) acima do índice de junho de 2021. Em junho, os preços internacionais de todos os produtos lácteos aumentaram. A alta mais forte foi do queijo, principalmente devido ao aumento da demanda de importação no mercado spot em meio a temores de oferta mais baixa no final do ano. Os preços internacionais do leite em pó aumentaram devido à forte demanda de importação e a persistente fraqueza da oferta mundial.

















