Uruguai – Paz na indústria de laticínios: firmado pré-acordo por três anos
Acordo/UR – Na sexta-feira passada trabalhadores e indústria de laticínios firmaram um pré-acordo dentro do conselho de salários, por um período de três anos. O acordo foi conseguido depois de 10 meses de negociação, em um cenário de conflito.

Um dos pontos de divergência, até o último momento desta negociação, foi a cláusula de paz. A indústria buscava ter paz sobre temas salariais durante a vigência do acordo. Isso foi conseguido por três anos, com exceção no terceiro ano, quando poderá haver reclamação unicamente sobre o tema salarial da categoria, explicou a Tiempo de Cambio da rádio Rural, Ariel Londinsky, secretário executivo da Câmara da Indústria de Laticínios (CILU). Esta cláusula de paz “foi satisfatória”, disse.
Nos aspectos salariais, como já estava acordado há algum tempo, se fará a recuperação do que foi perdido durante a pandemia nos primeiros anos do acordo. Estará assegurada a reposição da inflação durante os três anos do pacto firmado. E no terceiro ano haverá uma distribuição de UY$ 12.000 no mês de maio e uma segunda distribuição provável no mês de novembro, condicionada ao indicador de crescimento e um acordo entre as partes, descreveu Londinsky.
Nesta segunda-feira foi aprovado em plenário da Federação dos Trabalhadores da Indústria de Laticínios (FTIL) por unanimidade o pré-acordo alcançado na sexta, disse à Conexión Agropecuaria, Luís Goichea, dirigente da federação. Foi decidida a convocação de uma assembleia nacional da FTIL para 11 de agosto às 10 horas, quando o acordo será definitivamente aprovado por toda a categoria. A assinatura final está prevista para o dia 12 de agosto, data em que as partes serão convocadas pela Direção Nacional do Trabalho para dar por encerrado o dissídio.
















