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Especiais Selectus nº 6437

Leite em pó continua sendo responsável por 50% das divisas brasileiras com exportação de produtos lácteos

Exportações – As exportações brasileiras de produtos lácteos no mês de julho de 2022 caíram, em relação ao mesmo mês de 2021, tanto em valores como em volumes, mas cresceram nas duas comparações com o mês de junho de 2022.

Fonte: Fonte: Terra Viva com dados do MDIC/Ministério da Economia | Foto de capa: Photo by Ernesto Velázquez on Unsplash
Leite em pó continua sendo responsável por 50% das divisas brasileiras com exportação de produtos lácteos

No acumulado do ano, houve crescimento de 18,8% em valores.

Leite em pó continua sendo responsável por 50% das divisas brasileiras com exportação de produtos lácteos

Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve aumento em praticamente todas as categorias, exceto, Outros.

Leite em pó continua sendo responsável por 50% das divisas brasileiras com exportação de produtos lácteos

A Argélia é o maior importador de leite em pó do Brasil, as Filipinas de leites e cremes fluidos, a Venezuela de soro de leite, e o Chile de queijos. Cingapura, que diversifica suas compras de produtos lácteos do Brasil, foi o terceiro destino para os produtos lácteos brasileiros nos primeiros 7 meses de 2022.  

Leite em pó continua sendo responsável por 50% das divisas brasileiras com exportação de produtos lácteos

As exportações brasileiras de produtos lácteos NCM04, em valores acumulados de janeiro a julho de 2022, foram as maiores verificadas para o período desde 2017.

Os queijos, NCM 0406, no mês de julho, tiveram o segundo melhor desempenho desde 2013, só perdendo para julho de 2020, mas, no acumulado é o maior valor obtido de janeiro a julho nos últimos dez anos.

Leite em pó continua sendo responsável por 50% das divisas brasileiras com exportação de produtos lácteos

O volume, no entanto, é apenas o terceiro maior nos sete meses de 2022. Assim sendo, o resultado foi possível graças aos preços de exportação dos queijos que subiram ao longo do ano. No mês de julho a média foi de US$ 6.152,50 a tonelada, superando em 10% o preço médio registrado no primeiro semestre de 2022, US$ 5.579, e é 20% superior ao valor negociado em julho de 2021, que foi de US$ 5.138 a tonelada. Embora o volume de queijos exportados em julho de 2022 tenha sido 16% menor do que o embarque realizado um ano antes, o volume acumulado nos primeiros sete meses de 2022 foi 3,7% superior ao registrado no mesmo período de 2021.   

Cabe ressaltar que em julho de 2021 o faturamento com a exportação de queijos representou 23,8% das divisas brasileiras com produtos lácteos, no mês passado representou 27,4%.

A categoria NCM 0402, que respondeu por 36,5% das divisas geradas com exportações de produtos lácteos NCM04 em julho de 2021, caiu para 27,2% em julho de 2022. Ainda assim, foi responsável por 49,6% de todo o faturamento com a exportação de produtos lácteos de janeiro a julho de 2022, enquanto os queijos representaram 23,2%, no mesmo período.

Leite em pó continua sendo responsável por 50% das divisas brasileiras com exportação de produtos lácteos
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