Queijos representaram 30,2% das importações de produtos lácteos no mês de julho de 2022
Importações – As importações brasileiras de produtos lácteos NCM 04, no mês de julho de 2022, em valores, aumentaram 69,3% em relação ao mesmo mês do ano passado, e 24,1% na comparação com o mês anterior.

Foram as maiores compras realizadas no ano, embora no acumulado dos sete meses tenham ficado abaixo dos valores registrados no mesmo período de 2021.

Os produtos NCM 0402 representaram 56,9% de todas as importações do mês de julho de 2022, e os queijos (NCM0406) 30,2%. As duas commodities registraram aumento das compras para um mês de julho, em comparação com os anos anteriores.

A categoria NCM 0402 já havia mostrado essa tendência no mês de junho, e as compras nesses dois meses voltaram aos patamares de 2016 e 2017. Esse movimento talvez possa ser atribuído ao preço do leite ao produtor que está chegando a níveis jamais vistos, junto com a queda da produção. A aquisição de leite pelas indústrias no 2º trimestre de 2022 caiu 8,6% em relação ao trimestre anterior, e foi 7,7% menor na comparação com o 2º trimestre de 2021, conforme dados divulgados pelo IBGE.

Além do leite em pó, as compras de queijos (NCM 0406) apresentaram forte crescimento também nos meses de junho e julho, sendo os maiores gastos, com as categorias nesses dois meses, nos últimos dez anos. Parte deste crescimento pode ser atribuído ao aumento dos preços médios, que de julho de 2021 para julho de 2022 passaram de US$ 4.127 a tonelada, para US$ 4.923.

No acumulado do ano, no entanto, houve queda na importação de leite em pó, mas crescimento nas compras de queijo.

Argentina e Uruguai continuam como os principais exportadores de produtos lácteos para o Brasil, e juntos foram responsáveis por 89% de todas as compras feitas no exterior, de janeiro a julho de 2022. O restante da fatia do mercado é disputado principalmente por tradicionais países exportadores, como França, Holanda, Nova Zelândia, Estados Unidos e Itália, estando entre eles também o Paraguai. O restante é preenchido por outros 10 fornecedores.
Balança Comercial
A produção de leite brasileira não está reagindo ao aumento do preço do leite. Depois da queda de mais de 10% no leite captado pelas indústrias no 1º trimestre de 2022, vem a queda de mais 8,6% no 2º Trimestre, em comparação com o fraco desempenho do primeiro. A MÉDIA BRASIL do CEPEA, no mês de julho superou os R$ 3,00/litro, mas, sem resposta da produção. As diversas inseguranças enfrentadas, como custos dos insumos, mão de obra, condições climáticas extremas, além da crise econômica afetando diretamente a demanda, não deixam espaço para qualquer incentivo ao aumento da produção.

O quadro incerto abre espaço para o comércio internacional de ‘nichos’ de mercado, como Queijos, mas com pouco dinamismo.
O resultado do comércio brasileiro em equivalente litros de leite no mês de julho caiu ligeiramente em relação a junho, e no acumulado do ano o déficit é 34% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado.
















