EUA – Fazendas de leite orgânico podem reduzir as emissões de gases
GEE/EUA – Um novo estudo publicado na edição de agosto do Journal of Cleaner Production revela que na produção de leite é possível sequestrar e reduzir as emissões de gases em geral.

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Wisconsin, Madison, divulgou uma avaliação do ciclo de vida do leite realizada nas fazendas do Organic Valley mostrando que pequenas fazendas produtoras de leite orgânico, baseadas em alimentação de pastagens e produção orgânica, são campeãs de baixas emissões de gases de efeito estufa (GEE).
O estudo revisado por pares utilizou metodologia inovadora que contabiliza os benefícios do sequestro de carbono pelas pastagens.
Liderada pelo Dr. Horacio Aguirre-Villegas, cientista III da Universidade de Wisconsin, a equipe de pesquisadores conduziram o primeiro estudo dos Estados Unidos da América (EUA) que considerou os resultados positivos do sequestro de carbono das vacas que passam o tempo em pastagens.
“O estudo propõe um método de incluir o carbono sequestrado não apenas em estudos de fazendas orgânicas, mas os relatórios dos estudos LCA devem ser aplicados a todas as fazendas leiteiras. Este método é baseado na quantidade de carbono que fica no solo”, disse Aguirre-Villegas.
“Também são considerados os efeitos do manejo que afeta o estoque de carbono, como a forma de cultivo, o uso da terra, manejo, e a aplicação de adubo orgânico no solo com base em variáveis específicas da fazenda e da região, como o nível de atividade e temperatura”.
A avaliação foi feita com a entrada de insumos específicos disponibilizados pela Organic Valley que refletem a natureza e o estilo da produção comum entre os membros da cooperativa de laticínios. Entre outros fatores que contribuíram para a baixa emissão de GEE, estava o fato de evitar adubos químicos, a utilização de adubação orgânica, a longevidade do gado e o uso predominante de esterco como fonte de fertilizantes.
“Este relatório LCA representa a pegada de carbono básica de nossas fazendas leiteiras de hoje. A ciência prova o que todos nós, intuitivamente sabíamos, quando você tem sistemas de pastagens e produção de culturas orgânicas, você tem menor pegada de carbono”, disse Nicole Rakobitsch, diretora de sustentabilidade da Organic Valley. “Estamos contentes de que as fazendas de nossa cooperativa tenham a menor pegada de carbono comprovada do que qualquer outra produtora de leite dos EUA, mas não vamos parar por aqui. Nos comprometemos a ajudar nossos produtores e todos os produtores de leite dos EUA a reduzir continuamente as emissões GEE. É a nossa responsabilidade e é o que os consumidores estão procurando. Alimentos que sejam bons para a saúde e para o planeta”.
O estudo do leite do Organic Valley está em andamento e os 40% restantes deverão ser concluídos até o final de 2023.
A Organic Valley também está lançando um programa que compra redução de carbono de seus agricultores, que assim ajuda no desenvolvimento de outros projetos específicos para sua fazenda, como agrossilvicultura, gerenciamento aprimorado do esterco, além de energia renovável.
















