UE – Bruxelas adota medidas de urgência, mas não chegaram a um acordo sobre o preço do gás
Energia/UE – Os ministros europeus de Energia, reunidos em setembro, nesta sexta-feira, mês de setembro pela Comissão Europeia.

Elas fixam redução de pelo menos 5% do consumo de eletricidade nos horários de pico pelos Estados Membros. Uma medida que já está em vigor na França. Também foi pedido que os Vinte e Sete reduzam em 10% o consumo mensal de eletricidade. As medidas devem ser aplicadas sem dificuldades por todos os Estados Membros. Alguns até já implementaram diante do risco de desabastecimento no inverno.
Outra medida esperada, é a limitação da renda dos geradores de energia de origem nuclear e renovável (eólica, solar, hidrelétrica) que obtêm lucros excepcionais vendendo sua produção a um preço muito superior aos seus custos de produção. O limite é fixado em 180 euros por Megawatt-hora e a diferença entre este nível e o preço do mercado atacadista deve ficar com os Estados para ser redistribuída às famílias e empresas. Uma “contribuição temporária de solidariedade” também se aplica aos produtores e distribuidores de gás, carvão e petróleo.
Mas a maioria dos Estados Membros – quinze, incluindo França, Bélgica, Itália e Espanha – estimam que é preciso enfrentar o “problema mais grave”: o tabelamento do preço no atacado do gás no mercado europeu. Esses países querem que a medida seja aplicada a todas as importações de gás e não somente às procedentes da Rússia. No entanto, o executivo comunitário, assim como a Alemanha, estão reticentes em tomar tal medida, temendo que a limitação dos preços ameace o abastecimento. Estão tentando dissuadir "parceiros confiáveis” como Noruega ou Estados Unidos a entregar gás à União Europeia (UE), preferencialmente, em detrimento de outros destinos. A Alemanha teme sobretudo que as importações de gás sejam interrompidas. A ministra estoniana Riina Sikkut também se manifestou contra a ideia, dizendo que “a disponibilidade de gás e a segurança do abastecimento eram mais importantes do que o preço”. A Noruega já fez saber que não está preparada para limitar os preços de venda.
















