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Os Preços mundiais dos alimentos caem pelo sexto mês consecutivo

Índices FAO – O Índice de referência dos preços mundiais dos alimentos (FFPI) recuou pelo sexto mês consecutivo, segundo o novo relatório publicado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Fonte: Fonte: FAO – Tradução livre: Terra Viva | Fotode capa: Photo by meriç tuna on Unsplash
Os Preços mundiais dos alimentos caem pelo sexto mês consecutivo

O FFPI foi estabelecido em 136 pontos no mês de setembro. 

Os Preços mundiais dos alimentos caem pelo sexto mês consecutivo

De acordo com o novo relatório publicado hoje pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o barômetro dos preços mundiais dos alimentos registrou a queda de setembro, foi resultado do recuo significativo das cotações dos óleos vegetais que mais que contrabalançaram a alta dos cereais.

O Índice FAO do preço dos alimentos ficou em 136,3 pontos em setembro, ou seja, baixa de 1,1% em relação a agosto. Ainda assim está 5,5% acima do Índice de um ano atrás.

Os Preços mundiais dos alimentos caem pelo sexto mês consecutivo

Índices

O Índice FAO de óleos vegetais foi responsável pela baixa do FFPI, ao ceder 6,6% em seu valor no mês, para atingir o menor nível desde fevereiro de 2021. As cotações internacionais do óleo de palma, de soja, de girassol e de colza caíram. A persistência de estoques importantes de óleo de palma, coincidindo com a alta sazonal da produção na Ásia, empurrou os preços para baixo. A elevada disponibilidade de óleo de soja para exportação na Argentina, o aumento da oferta do óleo de girassol na região do mar Negro e a baixa do preço do petróleo bruto contribuíram para o recuo do subíndice.

O Índice FAO dos preços dos cereais, por outro lado, subiu 1,5% em relação ao mês de agosto. Os preços internacionais do trigo registraram recuperação de 2,2%, devido a preocupações com as condições da safra na Argentina e o predomínio do tempo seco nos Estados Unidos da América (EUA). Este aumento também foi causado pelo ritmo acelerados das exportações da União Europeia (UE), juntamente com a forte demanda interna, e as incertezas em relação às exportações do Mar Negro depois de novembro. Os preços mundiais do milho permaneceram praticamente inalterados, uma vez que a força do dólar norte-americano ajudou a compensar a pressão de uma perspectiva de oferta mais apertada, enquanto as previsões de produção foram ainda mais baixas nos EUA e UE. O Índice FAO do arroz subiu 2,2%, em grande parte devido às mudanças da política de exportação da Índia.  

O índice FAO do preço do açúcar recuou 0,7% no decorrer do mês de setembro, em grande parte sob efeito das perspectivas otimistas de produção no Brasil, pela baixa do preço do etanol e as flutuações das taxas de câmbio.

O Índice FAO do preço da carne contraiu 0,5%. O preço da carne bovina recuou pelo fato de ter quantidades elevadas disponíveis para exportação no Brasil e liquidação importante do rebanho bovino em certos países produtores. Os preços da carne de aves mostraram ligeira queda, diante de uma demanda de importação mais fraca. A carne suína está com seus preços internacionais em elevação diante da oferta insuficiente de animais prontos para abate na UE.

Índice FAO dos Preços dos Lácteos

O Índice FAO dos preços dos produtos lácteos perdeu 0,6% no mês de setembro, refletindo em grande medida os efeitos da depreciação do euro diante do dólar norte-americano, junto com as incertezas do mercado e das perspectivas de crescimento econômico pouco consistentes, em escala mundial.  

O Índice FAO dos produtos lácteos chegou à média de 142,5 pontos em setembro, queda de 0,8% em relação a agosto, e é o terceiro mês consecutivo de queda, mas permanece 24,4 pontos (20,7%) acima do valor de um ano atrás. Em setembro os preços internacionais de produtos lácteos declinaram moderadamente, como reflexo da queda do Euro diante do dólar norte-americano nos preços mundiais dos lácteos (expressos em dólar). Além disso, a demanda limitada do mercado para entregas de médio prazo, decorrente de apreensões e incertezas do mercado, pela produção apertada de leite, altos custos de energia, escassez de mão-de-obra, especialmente na Europa, juntamente com perspectivas sóbrias de crescimento econômico global. Enquanto isso, a demanda por suprimentos no mercado spot permaneceu forte, especialmente na Ásia.

Os Preços mundiais dos alimentos caem pelo sexto mês consecutivo

Acesse aqui o Relatório completo

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