A produção de leite na Nova Zelândia tende à estabilidade, depois da queda
Leite/Oceania – A produção de leite na Nova Zelândia fica estável em outubro, e fontes avaliam que pode ser outro mês em que a produção ficará abaixo das expectativas.

Até o momento, os dados registram queda de 4,2% no acumulado da temporada em relação ao mesmo período do ano passado. Por trás desse desempenho estão questões setoriais, como escassez de mão de obra, e as condições de tempo. As expectativas de curto prazo são ainda mais assustadoras, diante da possibilidade de desenvolver um novo fenômeno, La Niña. Analistas avaliam que a produção de leite pode ser a menor para um mês de setembro, desde 2017.
Com a reviravolta nas cotações globais das commodities lácteas no GDT 317 e no mercado de futuros, a previsão é de que o preço do leite ao produtor seja reduzido para NZ$ 9,31/kgMS. Representantes do mercado da Nova Zelândia expressam preocupações em relação ao crescimento da produção de leite na União Europeia (UE) e nos Estados Unidos da América (EUA), o que poderá impactar ainda mais nos preços e nas atividades de exportação.

Na Austrália, relatórios sobre a produção no mês de agosto de 2022 mostram que o volume foi de 658 milhões de litros, queda de 5,9% em relação a agosto de 2021. Embora a oferta apertada de leite tenha ajudado na manutenção do preço ao produtor, questões como escassez de empregados e elevados custos da alimentação animal limitaram a capacidade de transformar esses preços em maior produção. Com o acirramento da competição pelo leite cada vez mais limitado, indústrias começam um movimento de concentração de operações e redução de fábricas de secagem de leite e produção de queijos em locais mais distantes.

















