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Destaque Selectus nº 6486

Representantes de laticínios do Nordeste conhecem experiências de produtores de queijos da Serra da Canastra (MG)

Queijos - Um grupo de gestores de laticínios da Paraíba e de Pernambuco participou de intercâmbio de experiências sobre produção de queijos, em Minas Gerais, promovido pela Embrapa Caprinos e Ovinos.

Fonte: Fonte: Embrapa | Foto de capa: Imagem de Anthony Arnaud por Pixabay
Representantes de laticínios do Nordeste conhecem experiências de produtores de queijos da Serra da Canastra (MG)

Ao longo da última semana de setembro, oito pessoas visitaram a Serra da Canastra, tradicional região produtora de queijos, conhecendo as diferenças e similaridades entre o trabalho feito naquela região e no Nordeste brasileiro.

A programação constou de visitas ao Mercado Central de Belo Horizonte, ao Festival do Queijo Artesanal, à Cooperativa de Produtores Rurais do Serro (CooperSerro), a  Associação dos Produtores de Queijo Canastra (Aprocan), ao Centro de Qualidade do Queijo Minas Artesanal de Medeiros (Aprocame), à  Associação de Queijo Minas Artesanal da Região de Araxá (Aqmara) e a produtores assistidos pela  Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater – MG). De acordo com Aurinete Araújo, gerente da Associação Gestora da Usina de Beneficiamento de Lácteos (Agubel), que fica em Sumé (PB), a experiência foi muito proveitosa e lhe deu a oportunidade de conhecer as potencialidades e dificuldades inerentes à produção de queijos artesanais. “Pude ver que os produtores dos famosos queijos da Canastra enfrentaram e ainda enfrentam problemas de adequações ao sistema de certificação e os desafios de conquistar mercado, assim como os que enfrentamos aqui com os queijos de leite de cabra. Essa experiência nos deu ânimo para continuar com a nossa luta diária por ver como os produtores de lá junto com parceiros, a exemplo da Emater de Minas Gerais, acreditam e abraçam a causa com tanta garra, e que todo esse esforço vem resultando em sucesso”, afirma. Aurinete acredita na importância da organização coletiva dos produtores, como as associações que conheceu em Minas Gerais, como a melhor saída para superar as dificuldades.

Para Sônia Patriota, gestora do Centro de Excelência em Derivados de Carne e Leite de Sertânia (Cedoca), de Sertânia (PE),  um dos aspectos que mais chamou a atenção foi a simplicidade  das instalações. “Tive a confirmação de que menos é mais, pois vi estruturas extremamente simples, todas dentro dos padrões de higiene, com fluxo correto, produzindo queijos de excelente qualidade, que podem perfeitamente ser adaptadas à minha região. Aprendi que lá também não foi fácil e que eles contaram com a ajuda de técnicos, especialmente os da Emater; e que o fortalecimento das relações entre cooperados e associados produz ganhos para todos”.

A pesquisadora da Embrapa Caprinos e Ovinos Nívea Felisberto, que acompanhou o grupo na atividade, acredita que o ponto alto do intercâmbio foi conhecer duas instituições que trabalham especificamente com a comercialização de forma coletiva. São organizações que recebem queijos de diversos produtores da região e fazem a “toalete” do produto, ou seja, embalam, rotulam e preparam para a venda sob uma marca coletiva. “Esta forma de trabalho diminui os custos para o produtor que não precisa, por exemplo, ter um caminhão refrigerado próprio. E permite que ele mantenha a identidade do seu produto porque, mesmo com a marca coletiva, é possível identificar o número do produtor responsável na embalagem do queijo”, explica.  Outro momento que a pesquisadora considera importante foi a participação do festival. “A experiência deu aos participantes a noção do quão importante é uma competição entre queijos, e que pode ser feita de maneira simples e ajuda a dar visibilidade para os produtos”, finaliza.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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