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Especiais Selectus nº 6512

Uruguai – “Estagnação ou fraco crescimento”

Produção/UR – O baixo estoque de vacas leiteiras, segundo dados divulgados recentemente pelo Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP), confirma a queda “pré-anunciada desde o ano passado” quando foi observada uma importante redução do número de animais de reposição (novilhas com mais de 2 anos e as de 1 a 2 anos)”, escreveu o produtor Justino Zavala na última edição da revista Todo Tambo, e alertou no título que estamos diante de “um mau sinal”.

Fonte: Fonte: TodoElCampo – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Imagem de Frauke Feind por Pixabay
Uruguai – “Estagnação ou fraco crescimento”

“Na declaração dos produtores encerrada em 30 de junho de 2021 foram contabilizadas 30.816 novilhas a menos em relação a 2020”, uma queda de quase 23%, e “um número que dava apenas para suprir os descartes” do ano.

Em 2021 as declarações foram de 419.665 vacas, que com 25% de descarte, em uma estimativa conservadora, avalia Zavala, a demanda deveria ser de 105.000 novilhas, “o que significa que 100% das novilhas de 1 a mais de 2 anos “deveriam começar a produzir em 2022”.

Uruguai – “Estagnação ou fraco crescimento”

“Lamentavelmente, estamos retrocedendo em relação à disponibilidade de informação e não contamos com dados precisos sobre o número de vacas de raças leiteiras enviadas para abate durante o exercício”; essa informação “que nos outros países é divulgada mensalmente, em nosso país parece impossível conseguir” e devemos “supor” que por impulso dos bons preços de carne “o abate não deve ter sido menor do que 80.000 cabeças”, ou um pouco mais com a liquidação da Olam.

Por outro lado, a exportação de bezerras este ano teve um peso importante, esclareceu.

Por estas razões “não devemos nos surpreender com o fato das vacas leiteiras terem caído de 419.665 em 2021, para 389.872 em 2022, 7% menos, o que corresponde a 29.793 vacas a menos.

O resto das categorias não variou de forma significativa, “mas lembremos que estamos 21% abaixo de 2020” que são “quase 29.000 novilhas a menos, não sendo, pois esperado uma recuperação dos estoques. É um mau sinal que nos antecipa a estagnação ou, na melhor das hipóteses, crescimento limitado” da produção individual de nossas vacas, que conta com outro obstáculo que é o elevado custo dos concentrados.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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