WWF – A população de 94% das espécies da América Latina está em queda
WWF – A diretora de Conservação do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) México e coordenadora de Conservação da América Latina e Caribe, María José Villanueva, e a coordenadora de Biodiversidade e Financiamento da WWF México e líder global de Áreas Protegidas y Conservadas, Lucía Ruiz, destacaram, através de um comunicado, que o mundo está diante da “hora zero” para encontrar um novo Marco para a Biodiversidade.

É a "última oportunidade” para adotar mudanças de forma a lidar com o planeta.
Uma semana depois de terem sido iniciadas as conversações, chega-se a um momento crucial em Montreal, e até agora, indicam que os líderes conservacionistas, os negociadores estão se concentrando em detalhes, em lugar de discutir pontos importantes para assegurar um acordo mundial ambicioso sobre a biodiversidade.
Assim, detalharam, chegou-se à fase ministerial com tensões sobre os mecanismos para a mobilização de recursos financeiros que sejam suficientes e ambiciosos, e dos quais dependeremos para adoção efetiva de um novo marco de conservação.
Fechar o Marco Global para a Biodiversidade – um equivalente ao Acordo de Paris para o Clima – representa uma oportunidade única para assegurar o ambicioso e transformador plano para deter e reverter a perda da diversidade biológica para 2030, em apoio à ação climática dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), disseram Villanueva e Ruiz.
Trata-se de um acordo no qual a WWF considera fundamental contemplar a conservação de 30% da superfície terrestre e marinha em 2030, restaurar os ecossistemas degradados e contar com os povos indígenas e as comunidades locais.
Também reclamam de financiamentos aliados a resultados positivos para a natureza.
Consideram urgente abordar o impacto negativo das finanças sobre os recursos naturais, aliando os fluxos financeiros públicos e privados com práticas positivas para a natureza e as soluções baseadas nela, eliminando e reorientando os incentivos perversos, incluindo os subsídios prejudiciais.
"Segundo um recente boletim, o mundo gasta ao menos US$ 1,8 bilhões por ano, o equivalente a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, em subsídios que impulsionam a destruição da natureza e a extinção de espécies, financiando de fato, nossa própria extinção”, detalharam.
















