O setor lácteo brasileiro está passando por um processo de desindustrialização?
Exportações – As exportações brasileiras de produtos lácteos NCM 04 no mês de dezembro, em dólares, subiram 1% na comparação com o mesmo mês de 2021.

Foram quase 18% de queda nas exportações de Queijo (NCM 0406) e aumento de 43,6% nas vendas de produtos NCM 0402, com destaque para o leite condensado, +49% em valores, embora o crescimento em volume não tenha chegado a 15%.

Em relação a 2021, as exportações totais de 2022, cresceram 14,6%, puxadas pelo Leite em pó integral (+11%) e Leite condensado (+24%).

Mesmo com quedas em alguns subgrupos, houve aumento das exportações em todas as categorias. Mas, em termos percentuais, o maior crescimento foi da manteiga (+111%).

As exportações brasileiras de produtos lácteos em 2022 foram as maiores, em valores, desde 2018. Entretanto, a base de comparação é muito baixa, e está longe do desempenho apresentado no quinquênio anterior.

Dois aspectos chamam a atenção. O primeiro é a queda vertiginosa das exportações de produtos NCM0402, apesar da recuperação em relação ao ano anterior. No entanto, é um produto de maior valor agregado que perdeu relevância de 2018 para cá.

O segundo é o lento, mas consistente aumento das exportações de matéria prima, ‘NCM 04015029 - Outros cremes de leite, com um teor, em peso, de matérias gordas, superior a 10 %, não concentrados nem adicionados de açúcar ou de outros edulcorantes’, mesmo em um período de queda da produção nacional de leite. Estará ocorrendo a desindustrialização do setor?

Apesar disso, as exportações dos Queijos (NCM0406), pelo menos em valores, aumentaram em 2022, em relação a 2021, embora tenham caído em volume e em equivalente litros de leite na mesma comparação.

O principal destino das exportações brasileiras de produtos lácteos no mês de dezembro de 2022, em dólares, foi o Chile, seguido de perto pela Venezuela, e os Estados Unidos ocupando o terceiro lugar.

No acumulado do ano, entretanto, as maiores compras em US$ foram feitas pela Argélia. O Chile muda para o segundo lugar, e os Estados Unidos continuam em terceiro, seguido de perto pela Venezuela.

Para o Uruguai foram os maiores volumes de produtos lácteos em 2022, com predomínio da categoria NCM 0401. A Argélia ficou no segundo posto, comprando Leites e cremes concentrados (NCM0402), assim como o Chile, que ficou na terceira posição.
















