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Especiais Selectus nº 6537

Uruguai – As vacas ficam sem comida

Seca/UR – A seca deixa os produtores de leite muito preocupados, como ocorre, em geral, no setor agropecuário. A perda na disponibilidade de água e comida é de tal relevância que alguns, os que puderam, fecharam suas fazendas, transferindo as vacas para campos menos castigados.

Fonte: Fonte: El Observador – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Elmer Cañas on Unsplash
Uruguai – As vacas ficam sem comida

Muitos dos novos locais representam maiores custos de produção, por exemplo, comprando entre outros alimentos, rações e concentrados, obrigando os produtores a pedir ajudas em Montevidéu.

As entidades que representam o setor, que são pelo menos uma dezena, estão agindo em conjunto, não isoladamente.

Assim foi que reuniram com autoridades e técnicos do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP) e pretendem fazer o mesmo em reuniões com o Banco de la República e com a cooperativa Conaprole.

Fabián Hernández, presidente da Sociedade de Produtores de Leite de Florida (SPLF), destacou a El Observador que houve respostas rápidas de cada uma das partes, tanto para realizar reuniões de trabalho como para atender as distintas reivindicações.

Hernández, exemplificou, contando que devia fechar uma fazenda de agricultura familiar que tem em Cardal, onde na primavera caíram menos de 100 mm, transferido todo o rebanho leiteiro para outra propriedade de Florida onde, na realidade as condições também eram adversas, mas não tão grave, pelo menos no momento.

“A situação, ainda que seja diferente, afeta todas as regiões, onde os campos estão amarelos, e não há comida, por exemplo o sorgo que é mais resistente, mas que está secando em alguns lugares... a situação é muito preocupante agora, também será no outono e no inverno”, explicou.

As entidades comemoraram a prorrogação por 90 dias do estado de Emergência Agropecuária, que permitirá que novos produtores denunciem sua realidade e tenham acesso a ajudas que virão com menores questões burocráticas.

Uma das medidas solicitadas e que o MGAP deverá adotar rapidamente, é reduzir alguns impostos relacionados à compra e transporte de rações e concentrados, levando em conta que de agora em diante a demanda por esses produtos irá aumentar.  

Acesse aqui a matéria na íntegra

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