Reputação supera custo como fator de redução do consumo de lácteos
Consumo – Houve mudança no consumo das categorias de produtos lácteos em anos recentes, com algumas pessoas demonstrando a intenção de reduzir os laticínios. Isso reflete em tendências de longo prazo em relação ao leite fluido e também produtos processados como os queijos.

Ao mesmo tempo emergem inúmeros produtos alternativos que também pressionam o setor. Embora representem apenas 6% no volume da categoria, cresceu 4% em 2019, de acordo com a Kantar. Atualmente mostra sinais de estabilização em decorrência da crise do custo de vida.
Saúde
A saúde é de longe a maior razão citada para a redução do consumo de lácteos, 57%. Isso pode variar desde a perda de peso até a intolerância à lactose. É de extrema importância que a comunicação destaque o papel dos lácteos para a saúde, em uma dieta balanceada e também lembrar os nutrientes disponíveis nos lácteos, como o cálcio, a proteína e a vitamina B12. A saúde pode ficar sob pressão quando tem crise econômica. Atualmente existem sinais de que a saúde está se tornando um pouco menos importante, embora continue sendo o maior fator.
Bem-estar animal
As preocupações com o bem-estar animal vêm sendo consistentes com o passar do tempo e influencia na redução do consumo de lácteos. Pressão emocional de grupos exploram o assunto com vídeos e deturpam informações da indústria. 46% das pessoas entrevistadas estão reduzindo o consumo de lácteos por motivos de bem-estar animal.
Meio ambiente
40% dos consumidores que reduzem a ingestão de lácteos o fazem por questões ambientais. Cinco anos atrás cerca de dois terços dos consumidores consideravam a pecuária leiteira benéfica para o meio ambiente. Esse número caiu para menos da metade.
Manter a confiança na indústria
A pesquisa em andamento da agência de pesquisa Blue Marble em conjunto com a AHDB constatou que o agricultor na fazenda é o elo mais confiável na cadeia de suprimento, ficando acima dos varejistas, processadores de alimentos e agências governamentais. Essa confiança é uma mercadoria extremamente valiosa e faz parte do “licença para operar” social que os agricultores possuem. É vital que a indústria priorize a proteção dessa confiança do consumidor e solucione questões que possam impactar negativamente a reputação dos laticínios à medida que surgirem.
















