Uruguai – Exportações de lácteos começam bem o ano
Exportações/UR – O faturamento gerado com as exportações uruguaias de produtos lácteos começou bem o ano, e superou em 38% o valor conquistado no primeiro mês de 2022.

O boletim elaborado pelo Instituto Nacional do Leite (Inale) revelou que, considerando o conjunto das principais quatro categorias de produtos enviados para mercados distintos, em janeiro foram exportados US$ 90,5 milhões, com base nos dados da alfândega uruguaia (DNA).
Os envios de leite em pó integral tiveram crescimento de 39%, o leite em pó desnatado, 67%, queijos alta de 48% e manteiga uma leve queda de 4%. Em volume, foram exportadas 20.690 toneladas, variando em +34%; +36%; +38%; e -17%, respectivamente.
A economista Mercedes Baraibar, da área de Informação e Estudos Econômicos do Inale, falou a El Observador que houve aumentos do faturamento do volume exportado de todas as categorias, exceto a manteiga, que é um produto de menor peso na cesta de lácteos.
Os preços de todos os produtos aumentaram.
Considerando essas realidades, “se bem que o preço do leite em pó integral tenha sido o que menos aumentou, o volume cresceu significativamente e o produto representa 65% de nossas exportações. Assim, o leite em pó integral, principalmente por seu volume, acompanhado com o crescimento de preço, liderou o crescimento de 38% no faturamento dos produtos lácteos”, explicou a profissional.
O mais exportado
O leite em pó integral continua sendo, de longe, o produto mais exportado: 15.694 toneladas (75,85% do total embarcado), gerando US$ 58,6 milhões (64,75% do total), com base nos dados do Inale.
Os preços
O preço médio da tonelada, na comparação entre janeiro de 2022 e janeiro de 2023, melhorou 3% para o leite em pó integral ficando agora em US$ 3.735/tonelada; avançou 23% no leite em pó desnatado para chegar a US$ 3.770/tonelada; os queijos subiram 15% e foram vendidos ao preço médio de US$ 5.060/tonelada; e aumentou 15% na manteiga para ficar em US$ 5.346/tonelada.
Destinos
A economista Baraibar, sobre os destinos dos lácteos uruguaios, disse que os principais nos últimos anos foram Brasil, Argélia e China, que vão se consolidando na liderança. Esclareceu, que a melhor análise deve ser feita para o trimestre, não tanto mês a mês porque em certos casos, algumas compras específicas não correspondem necessariamente a uma tendência.
Em janeiro, as remessas para o Brasil de leite em pó integral e desnatado tiveram o maior peso. No Brasil o preço do leite ao produtor está elevado e quando isso ocorre, as indústrias importam mais. É uma situação que não é estável, e às vezes ocorre em um mês, mas não em outro. Isto faz com que o Brasil não mantenha um padrão, e pode, eventualmente, desaparecer do mercado.
O Brasil levou 42% do leite em pó integral exportado, a Argélia 27% e a China 8%. Outros destinos menos conhecidos foram: Nigéria, Egito, México e África do Sul.
No caso do leite em pó desnatado, o Brasil comprou quase tudo, um pouco mais de 80%.
A manteiga que tem menor peso, (menos de 10% do valor), foi enviada para o Bahrein, Turquia, Peru e Marrocos.
Finalmente os queijos, que não possuem concentração em nenhum mercado determinado, como ocorre com os leites em pó, as remessas foram distribuídas com o México (22%); Argélia (17%), Brasil (16%) e Chile (10%), entre os principais.
















