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Argentina – Soja e milho argentinos em queda livre: 7,5 toneladas a menos de produção cada um

Grãos/AR – Argentina sofre com um cenário climático sem precedentes na agricultura moderna. Com um novo corte de 7,5 milhões de toneladas se atualiza o número de produção de soja para 27 milhões de toneladas.

Fonte: Fonte: Agrositio – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Keagan Hennan on Unsplash
Argentina – Soja e milho argentinos em queda livre: 7,5 toneladas a menos de produção cada um

Desta forma, estima-se que houve perda de 45% da produção esperada no início da campanha. Os dados de março deixam o ciclo 2022/23 como a pior colheita das últimas 15 campanhas, ficando inclusive muito abaixo das 31,8 milhões de toneladas de 2008/2009.

Sem mudanças no cenário climático à vista, alertam para novas quedas. A quantidade de hectares atacadas por pragas e impactadas pela seca nas últimas três semanas é alarmante. Isto é muito marcado na soja de segunda, mas também se vê uma rápida deterioração nas sojas de primeira.

Estima-se que 2,6 milhões de hectares da superfície plantada de soja pode não ser colhida em 2022/2023. Trata-se de um novo recorde que marca a seca brutal que continua atingindo nosso país. A área perdida pode ser duplicada em relação ao recorde anterior, que foi em 2017/2018, quando não foram colhidos 1,3 milhões de hectares. Lamentavelmente, se adverte que diante do atual cenário de perdas e sem perspectivas de mudança radical nos prognósticos climáticos em grande parte da região pampeana, a cifra poderá chegar a 3 milhões de hectares.

O clima 2022/23 é pior do que os enfrentados em 2008/09 e 2017/18 juntos

O cenário climático da campanha de grãos 2022/23 tem os dois piores aspectos das piores campanhas de grãos dos últimos 20 anos. Neste ciclo, o início foi muito mais seco do que o de 2008/09, com recorde em hectares que não foram semeados ou foram semeados muito fora de época. Por outro lado, este ciclo está encerrando muito mais seco do que a campanha 2017/18 e com temperaturas que são as maiores desde 1906. 

Milhos tardios

O rendimento estimado para o plantio tardio despencou ao passar pelas etapas fundamentais em condições totalmente adversas. Também começaram a ser cada dia mais significativas os hectares que estão secando e dando por perdidos. 

Assim as projeções sobre a rentabilidade foram caindo e de fevereiro para março houve quebra de 7,5 milhões de toneladas. A previsão agora é de que a produção de milho será de 35 milhões de toneladas, 35% menos do que a esperada no início da temporada. 

Acesse aqui a matéria na íntegra

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