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Argentina – Estamos atrasados na adoção de bioinsumos, diz Roberto Rapela

Bioinsumos/AR – Os insumos de origem biológica vêm assumindo uma relevância cada vez maior na produção agrícola, tanto na Argentina como no resto do mundo. São aqueles formulados com base em extratos vegetais ou microrganismos, que podem ser utilizados para produzir de forma mais amigável com o meio ambiente, menos para a grande imprensa que adotou o mundo dos agroquímicos.

Fonte: Fonte: Bichos de Campo – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by David Benes on Unsplash
Argentina – Estamos atrasados na adoção de bioinsumos, diz Roberto Rapela

A relevância crescente deste tipo de insumo levanta o debate de saber se eles vêm para substituir os insumos sintéticos, ou tradicionais, como herbicidas, fungicidas ou inseticidas utilizados para a produção de grãos, ou vieram para complementar algumas necessidades, alternativamente, quando possível.

Também apresenta um outro debate, relacionado ao crescimento e adoção deste tipo de tecnologia. Ainda que se registre crescimento ano a ano, para Roberto Rapela, presidente da Câmara Argentina de Bioinsumos (Cabio), é um aumento em torno de 10% anual, mas que existe um teto no país, por falta de promoção estatal e, sobretudo à ausência de cursos universitários e de carreira técnica.

De acordo com Rapela, “estamos muito atrasados na adoção destas medidas porque existe pouco conhecimento nas universidades acerca dos bioinsumos. Portanto, nós na Cabio estamos trabalhando muito sobre um currículo destinado à agricultura e à pecuária, que possa ser adotado por alunos de cursos técnicos, graduação e pós-graduação. Definitivamente, a falta de conhecimento faz com que os bioinsumos não sejam utilizados de forma adequada”.

Rapela acredita que muitos assessores agronômicos não recomendam o uso destes produtos por falta de conhecimento. “As universidades têm currículos muito escassos em relação aos bioinsumos, e algumas nem fazem menção a eles. Então o desconhecimento dos profissionais é muito grande. É lógico que muitos não sabem como aplicá-los, para que servem, como são feitos e qual realmente é o valor da aplicação”, afirma.

De fato, o próprio presidente da Cabio, que trabalha na região de Entre Ríos, diz que conhece muitos engenheiros agrônomos “que são excelentes profissionais, mas que têm um desconhecimento tão grande sobre bioinsumos e pensam que são preparados de qualquer forma em casa, e que não são certificados pela agência reguladora, Senasa, a instituição responsável por fazer o controle destes bioinsumos para que isto seja sustentável”.

Foi por isso, que durante a entrevista concedida a Bicho de Campo, Rapela falou sobre o papel que tem o organismo sanitário em relação ao assunto e acrescenta: “Estamos trabalhando muito com o Senasa, com uma boa receptividade, para podermos acelerar a aprovação dos bioinsumos, que até agora eram inscritos no setor de agroquímicos”.

“Agora estamos fazendo modificações aceitas pelo Senasa trabalhando seriamente em conjunto: vamos fazer com que os bioinsumos e as pequenas empresas que produzem possam com muita facilidade, vender os produtos biológicos que serão o futuro do mundo”, afirmou.  

Acesse aqui a matéria na íntegra

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